Por Rodrigo Aguiar e Natália Figueiredo

O presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Jr, disse nesta terça-feira, 10, que não permitirá “balbúrdia” durante a votação da reforma da Previdência municipal.

“Não vamos permitir balbúrdia. Aqui as pessoas não vão confundir liberdade com libertinagem. Aqui é a Casa do povo. O espírito democrático da participação será estabelecido por esse presidente, agora com parcimônia, decência e determinação”, declarou o vereador, ao ser questionado se temia protestos e atos semelhantes aos ocorridos nas assembleias legislativas da Bahia e de São Paulo.

O presidente do Legislativo soteropolitano afirmou ainda que pretende votar a matéria “em uma data muito próxima”. Conforme cronograma apresentado por ele, haverá pelo menos quatro audiências públicas – uma na sexta-feira, 13, e as outras na próxima semana.

Após apresentação do texto à imprensa, o secretário municipal de Gestão, Thiago Dantas, afirmou que “não é meramente uma reforma, é uma proposta de renovação da Previdência”.

Na quarta-feira, 11, o titular da Semge retornará à Câmara para debate com os vereadores. “Hoje existe um déficit de R$ 7,2 bilhões na Previdência municipal. A gente atribui esse déficit a uma série de questões, algumas delas ligadas à legislação, outras ao regime de repartição simples que é adotado na prefeitura, e também à longevidade da população”, afirmou.

De acordo com o secretário, caso o Município não realize a reforma, poderá ficar negativado no Certificado de Regularidade Previdenciária do governo federal, “tornando inviável operações que atualmente a prefeitura consegue contratar”.

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