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A presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Marielza Brandão, criticou a lentidão e a falta de transparência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na gestão do desembargador, Eserval Rocha. Segundo Marielza, em entrevista ao A Tarde, há excesso de processos nas Câmaras de 1° grau, e o presidente, por sua vez, tem criado instâncias de 2° grau, com menos demanda. “O Tribunal de Justiça (TJ-BA) não dá prioridade à alocação de recursos para o 1° grau. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que os tribunais aloquem recursos de acordo com a demanda do judiciário […] Nós entendemos que, se temos, mais de 4 milhões de processos no 1° grau e só 44 mil no 2° grau, não é concebível, num momento de crise, que se criem Câmaras de 2° grau”, afirmou. No quesito transparência, Marielza também declarou que, mesmo “bem-intecionado”, Eserval Rocha precisa ser mais ágil e entregar uma auditoria prometida pelo próprio magistrado como forma de “sanear” a Justiça. “A gente quer saber da auditoria […] O magistrado tem o direito de saber porque o Judiciário baiano está nesta penúria”, declarou.

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