Por Henrique Brinco – Tribuna da Bahia

A crise decorrente do novo coronavírus obrigou diversas cidades a cancelarem o São João de 2020. Prefeitos de 15 cidades da região da Chapada Diamantina a cancelarem a realização dos festejos juninos em 2020. O documento assinado no último dia 9 será convertido em Decreto Municipal que será publicado por cada gestor. Portanto, estão suspensos os eventos em Andaraí, Marcionílio Souza, Abaíra, Boa Vista do Tupim, Boninal, Ibiquera, Iraquara, Itaetê, Lajedinho, Lençóis, Mucugê, Nova Redenção, Palmeiras, Piatã e Wagner.

O comunicado assinado pelos gestores diz que a decisão foi tomada seguindo a “recomendação administrativa do Ministério Público de Contas do Estado da Bahia, que recomenda aos municípios baianos a não realizar festejos juninos ou evento de qualquer natureza utilizando recursos públicos durante o período de combate à COVID-19”.

O documento frisa ainda as previsões de especialistas quanto ao período do pico da doença no Brasil: entre os meses de maio e junho de 2020. Além do São João, também foram cancelados eventos de qualquer natureza como festas de padroeiros e aniversários das cidades.

Também estão cancelados, entre outras cidades, os festejos de Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Irecê, Seabra, Miguel Calmon, Itaberaba, Piritiba, Jequié, Cachoeira e Ibicuí. Os municípios aparecem na lista dos destinos mais procurados no estado no período do São João.

Para embasar a medida, os prefeitos consideraram as recomendações do Ministério da Saúde quanto à necessidade de se manter o isolamento social até que a pandemia esteja sob controle. Além disso, os gestores levaram em conta o alerta sobre o pico de casos de contaminação na Bahia, previsto para o mês de maio e junho, assim como o decreto de estado de emergência no estado.

REPÚDIO

A União dos Municípios da Bahia (UPB) repudiou ontem veementemente, em nota, a divulgação de um vídeo que circula pela internet com ofensas a prefeitos proferidas por um homem em frente ao Hospital Aristides Maltez, em Salvador.

“Neste momento de extrema dificuldade dos gestores em gerenciar os efeitos da pandemia do coronavírus nos municípios, a UPB afirma que usar de tal artifício para criticar os prefeitos é, no mínimo, um oportunismo criminoso, uma vez que acusa de desvios e sem provas os gestores públicos, de forma generalizada. A entidade cobra respeito às autoridades locais eleitas pelo povo e ressalta de que os autores de acusações sem provas e divulgação de fake news podem ser responsabilizados judicialmente”, declarou a entidade.

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