Salvador tem, nesta segunda-feira (8), taxa geral de 83% de ocupação de leitos, entre Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermaria. O prefeito Bruno Reis falou sobre medidas que devem ser tomadas se a capital chegar ao limite máximo de internações.

A capital baiana atingiu o maior número de pessoas internadas simultaneamente em UTIs: 533 pacientes. Nesta semana, há a previsão de abertura de mais um hospital de campanha, desta vez no bairro de Itapuã para tratar a Covid-19.

Essa medida foi tomada para oferecer mais vagas para assistência da população, mas se aproxima também do limite de material e pessoal da Saúde.

“Uma hora vai chegar ao limite. Nós temos limite, neste momento, de respiradores. Limite de pessoal. Os médicos já vêm há quase um ano trabalhando de domingo a domingo, sem descanso, nesse enfrentamento à pandemia. Efetivamente vai ser um problema conseguir montar equipe e esse limite vai checar. E qual vai ser a única alternativa que vai restar? O isolamento social”.

“Só o isolamento social vai diminuir a taxa de aceleração, a taxa de transmissão do vírus. E vai permitir que o sistema que nós montamos tenha condições de suprir”.

O prefeito detalhou ainda que, atualmente, a Salvador tem mais disponibilidade de leitos do que na primeira onda da pandemia, que atingiu o pico em julho de 2020.

“Salvador tinha, no auge da primeira onda, 228 leitos de UTI e 271 de enfermaria. Hoje nós temos 256 de UTI e 309 de enfermaria. Com esse novo hospital de campanha, são mais 10 leitos de UTI e vamos para 266. E mais 40 de enfermaria, e vamos para 349. Nós estamos indo além do limite”.

Bruno Reis também falou sobre a falta de apoio financeiro do governo federal, para manter o funcionamento de leitos em Salvador.

“Um leito de UTI tem custo diário de R$ 2.400, um de enfermaria de R$ 800. Só nessa estrutura são R$ 19 milhões, sem ter a perspectiva de um apoio do governo federal para custear esses gastos que estamos tendo na saúde da nossa cidade” .

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