O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), comentou sobre a confirmação de um caso de coronavírus no município, na manhã desta sexta-feira (6). Ele usou as redes sociais para dizer que a paciente, uma mulher de 34 anos, está sendo monitorada e frisou que não há motivo para pânico. Esse foi o primeiro caso de Covid-19 positivo na Bahia.

“A paciente está estável, assintomática, em isolamento para evitar contatos com outras pessoas. Asseguramos que todo o caso está sendo acompanhado com toda atenção pela nossa Secretaria de Saúde e pelo CIEVS/BA. Esse é o atual cenário, peço a todos que não espalhem Fake News”, disse em uma publicação no twitter.

Feira de Santana é a segunda maior cidade do estado e fica a 109 km da capital. Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab) informou que a paciente residente na cidade e que retornou da Itália em 25 de fevereiro, com passagens por Milão e Roma, onde aconteceu a contaminação.

Comentário feito no twitter (Foto: Reprodução)

O titular da pasta, Fábio Vilas-Boas, também comentou o caso, através de um vídeo divulgado nas redes sociais. “Trata-se de um caso importado. A paciente contaminou-se na Europa e veio manifestar os sintomas depois de ter chegado ao Brasil. Isso é diferente de haver uma contaminação interna no estado e, portanto, todas as medidas de contenção para garantir que não houve a contaminação de outras pessoas foram e estão sendo tomadas pela vigilância estadual, municipal e Núcleo Regional de Saúde Leste”, afirma o secretário.

“A paciente encontra-se em casa, na cidade de Feira de Santana, assintomática, com orientação de permanecer em isolamento, adotando as medidas de precaução de contato e respiratório. O monitoramento é realizado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com a vigilância municipal de Feira de Santana”, afirmou a Sesab, em nota.

A confirmação do caso foi comunicada pelo secretário no Twitter.

Notificações
De janeiro até às 17 horas de quinta-feira (05), a Bahia registrou 73 casos notificados com suspeita clínica de infecção pelo novo coronavírus, sendo 21 excluídos por não se enquadrarem no protocolo do Ministério da Saúde, 29 foram descartados laboratorialmente e 23 aguardam análise laboratorial.

Os municípios notificantes foram Camaçari, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jacaraci, Jequié, Lauro de Freitas, Lençóis, Salvador, Sant Cruz Cabrália, Teixeira de Freitas, Tucano e Vitória da Conquista. Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

“Ressalta-se que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação. Um novo boletim, com dados atualizados, será divulgado às 17 horas desta sexta-feira (6)”, destacou a Sesab, em nota.

Atualmente 33 países são monitorados pelo Ministério da Saúde por apresentarem transmissão ativa do coronavírus. Com isso, os critérios para a definição de caso suspeito enquadram agora, as pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar e tiveram passagem pela Alemanha, Argélia, Austrália, Canadá, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Croácia, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Equador, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Japão, Líbano, Malásia, Noruega, Reino Unido, Romênia, San Marino, Singapura, Suécia, Suíça, Tailândia e Vietnã.

“É importante pontuar que o paciente com diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave. A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar”, pontuou a Sesab.

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