A Petrobras anunciou queda de 8% no preço da gasolina nas refinarias nesta semana, e alguns motoristas já têm encontrado combustível mais barato nos postos de Salvador. Em média, o preço do combustível diminuiu 16% na capital baiana.

O motorista Vilarino Souza abasteceu o carro com gasolina nesta quarta-feira (22) e pagou R$ 3,96 por litro em um posto da Avenida Bonocô.

“Eu estava abastecendo só álcool. Mas a gasolina deu uma baixada boa. Aqui, por exemplo, está R$ 3,96. Então compensa”, afirma.

O valor da gasolina encontrada nas bombas de Salvador, nesta quarta, varia entre R$ 3,96 e R$ 3,99. No início do ano, o preço do litro era de R$ 4,63. O preço do álcool também caiu.

Gasolina teve queda de preço nas bombas de Salvador — Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Gasolina teve queda de preço nas bombas de Salvador — Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Dois motivos levam à queda de preço. Primeiro, a crise entre os países principais produtores do combustível, a Arábia Saudita e a Rússia. Segundo, a pandemia do coronavírus: com menos gente saindo de casa, há menos gasto com gasolina. Consequentemente, surge a desaceleração da economia.

É possível observar a redução do fluxo de veículos da cidade a partir do monitoramento realizado pela Transalvador, que utiliza os radares para fazer a verificação. Os números são levantados com base nos automóveis que passam nos equipamentos de fiscalização de velocidade. Em Salvador, esse fluxo é menor do que aquele visto antes dos primeiros decretos de isolamento social, que tiveram início no dia 17 de março.

No dia 11 de março, por exemplo, uma quarta-feira, pouco mais de 139 mil veículos passaram pela avenida Bonocô; mais de 182 transitaram pela avenida Paralela. Já no dia 15 de abril, quarta-feira da semana passada, pouco mais de 39 mil automóveis passaram pela Bonocô e mais de 34 mil circularam pela Paralela.

Este cenário, visto em várias cidades no país, derrubou o preço nas refinarias brasileiras em 52%. A redução de preço do combustível nos postos, no entanto, caiu apenas 16%.

O economista Antônio Carvalho explicou que o preço da gasolina depende também de outros fatores.

“Nós teríamos que ter a redução, não só do preço-base do petróleo na refinaria. Mas teríamos que ter a mesma redução da alíquota dos impostos, tanto federais quanto estaduais, ICMS, quanto das margens de lucros das distribuidoras e do posto de gasolina”.

Apesar de o preço menor ainda não ter sito sentido, o presidente do Sindicombustíveis, Walter Tannus, acredita que a expectativa para essa redução nas bombas é positiva.

“Os postos têm sofrido bastante com a queda. Não justifica a tributação continuar elevada. A expectativa do segmento é que tributação seja reduzida, acompanhando o preço da gasolina”, disse.

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