Prestes a ser lançado como pré-candidato do PDT a prefeito de Salvador, Léo Prates revelou que pode ter a Rede Sustentabilidade na composição de seu projeto para a eleição municipal de outubro. A Tribuna apurou que também há um diálogo com o Patriota, que em função da cláusula de barreira se fundiu com o PRP no fim de 2019.

Léo afirmou que as conversas com a Rede estão avançadas. “Eu tenho uma boa relação com a Rede. Conversamos semana passada. É inegável que nacionalmente a Rede, o PDT, o PSB e o PV têm um fórum nacional, que serve também para dialogar sobre as ideias para as eleições. Esse fórum facilita esse dialogo”, disse Léo. “Não posso negar que este diálogo tem sido intenso”, acrescentou.

Ele falou ainda da relação com Magno Lavigne, pré-candidato da Rede à prefeitura de Salvador. “Conheci Magno este ano, foi uma pessoa que aprendi a gostar muito, embora tenhamos nos conhecido este ano”, falou, revelando que haverá mais uma reunião na quinta-feira. “A Rede pode sim estar presente em um eventual lançamento da minha pré-candidatura. Eles serão convidados”, concluiu, em entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, da Rádio 100, ontem.

Procurado pela Tribuna, Magno confirmou as conversas, mas falou em “reciprocidade” de apoio. “A Rede Sustentabilidade tem conversado com o PDT, com PSB e com o PV, nacionalmente e localmente, existindo reciprocidade deles em nos apoiar. A conversa entre nossos partidos é real. Nossa candidatura é para valer e uma das prioridades do partido nacionalmente, mas nosso programa sempre será maior que nossos nomes”.

O evento de lançamento da pré-candidatura de Prates acontecerá na Assembleia Legislativa da Bahia em data ainda a ser anunciada e deve contar com a presença do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, entre outras autoridades. Falta apenas o aval do cacique pedetista para o evento acontecer. A expectativa era que o evento acontecesse no dia 1º de fevereiro, mas ficaria muito em cima da Festa de Iemanjá, realizada no dia seguinte.

E RUI?

Ainda na entrevista, Prates afirmou que seu processo de desfiliação do Democratas termina hoje. A filiação do secretário ao PDT deve acontecer em fevereiro. “Vou dar entrada na desfiliação efetiva amanhã, depois vou ter uma conversa com Carlos Lupi e fazer os últimos ajustes. Vamos discutir as questões políticas”. A sigla trabalhista ocupa a base do governador Rui Costa (PT). O ex-Democrata nega, no entanto, que a candidatura signifique uma quebra na aliança.

“As minhas tratativas com o PDT só se referem à cidade do Salvador. Não estou entrando para desfazer união com Rui Costa, para discutir apoios ao DEM no interior. Vou entrar para ser um soldado do PDT, não para ser definidor de política, quem tem que responder se o PDT continua com Rui Costa é Félix Mendonça”, declarou.

Em nota, o presidente municipal do PDT-Salvador, vereador Odiosvaldo Vigas, corroborou a afirmação de Léo Prates de que sua possível candidatura a prefeito “não representa quebra na aliança da sigla com o governo de Rui Costa no âmbito estadual”. O edil frisa que a eleição municipal independe dos campos regional e nacional, acrescentando “que os eleitores respiram liberdade e querem posições democráticas dos seus agentes políticos”. Afirma ainda que no caso da Bahia, quem fala sobre alianças é o presidente estadual do PDT, o deputado Félix Mendonça Jr. Nos bastidores, o comentário dominante é que a sigla vai acabar coligando com o também pré-candidato Bruno Reis (DEM) na corrida eleitoral por Salvador em 2020.

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