Por Matheus Simoni e Alexandre Galvão

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) criticou o atual panorama político do Brasil e fez uma avaliação do governo Bolsonaro, acusando-o de desestabilizar o país. Em entrevista a Mário Kertész durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole hoje (11), o pedetista afirmou que a política brasileira tornou-se um “pardieiro de pilantra”.  “A política brasileira virou uma pardieiro de pilantra, trágico, em que o líder da canalhice é o presidente da República. É duro o que eu estou dizendo, mas é verdadeiramente duro. Um camarada estimulando conflito, mentindo para a população até denunciar eleição que deu a ele vitória é fraudulenta para desviar crise econômica que ele não produziu, mas herdou do petismo. Já tem um ano e dois meses. A tarefa é chamar as maiores inteligências do país e procurar uma solução”, afirmou Ciro.

Ele comentou a possibilidade do país sair da crise em que está instalada. Para ele, a política deveria ser a válvula de escape para dar um norte à questão financeira.

“Quem puder, tem que dar o que tiver para o Brasil sair da maior ameaça como nação. Não estou exagerando. Temos uma situação social e econômica que coloca o Brasil numa ameça que nunca tivemos, que é ser uma ‘ex-nação’. Temos 63 milhões de pessoas com o nome sujo, quase 14 milhões de desempregados, temos pela primeira vez mais gente vivendo de bico, sem nenhuma proteção da lei, na história. A renda média de 100 milhões é de 413 reais. Proporcionalmente a menor média mensal do Brasil. Você tem a questão da economia. Ano passado, em São Paulo, primeiro ano de Bolsonaro, fechou 2.500 indústrias. São 365 mil empregos industriais. 5 milhões de empresas com o nome sujo. Você tem quadro econômico, dessa natureza, para onde temos que olhar? Para a política. Quando olhamos, enxergamos o aperfeiçoamento trágico”, declarou.

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