Em greve desde a semana passada, um grupo de policiais e bombeiros militares da Bahia acampava no clube Adelba, em Patamares, onde se reuniam para decidir os rumos do movimento. Ainda sem acordo com o governo estadual, o aluguel do espaço venceu na noite de ontem e nesta terça-feira (15) eles mudaram o centro de discussões para a sede da Aspra, no bairro da Saúde.

Nesta manhã, os grevistas foram surpreendidos com um inquérito instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar. De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), por determinação do Ministério Público Estadual (MPE), a instância investigará a “conduta ilícita de militares ligados ao deputado estadual Prisco”.

Ações ocorridas nos últimos dias como fechamento de avenidas, ataques contra ônibus e bancos, faltas em serviço, entre outras irregularidades serão apuradas.

Entre os casos citados pelo MPE, está o ataque contra dois ônibus, na região do Subúrbio Ferroviário, ocorrido na última quinta-feira (10). Na ocasião, o policial Anselmo Souza dos Prazeres, filiado da Aspra e soldado da 18a CIPM (Periperi), foi flagrado após atravessar dois coletivos na Avenida Suburbana. Ferido após confronto, ele segue internado.

“Vamos cumprir o pedido do MP e relatar a participação de cada militar neste movimento irregular. Além das ações de vandalismo, seremos rigorosos com o pequeno número que está faltando sem justificativa plausível”, afirmou o corregedor da PM, coronel Augusto César Miranda Magnavita.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o inquérito é sigiloso e os fatos serão esclarecidos somente após a conclusão.
Fonte: Correio da Bahia

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