Desde 2015, a Polícia Militar passou a incluir a abordagem a taxistas nas blitze de fiscalização realizadas nos municípios baianos. A solicitação foi feita junto à Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) pela Associação de Taxistas Auxiliares de Salvador (Atas), em decorrência dos casos de violência contra taxistas no estado.

Antes disso, a revista a taxistas não era feita, em razão de se entender que a parada causaria constrangimento aos passageiros, além de atrasar a corrida. A medida, à época, foi aprovada por outras associações.

De acordo com a PM, apenas em 2018 foram realizadas 5,5 milhões de abordagens preventivas em veículos em Salvador, o que inclui carros, motos, ônibus e táxis. Deste total, foram parados em blitze 153 mil taxistas, que circulavam com ou sem passageiros. O número  representa apenas 2,8% dos procedimentos.

Ainda segundo a Polícia Militar, há mais de quatro anos, “o procedimento de abordagem é o mesmo para qualquer veículo, com o adendo de certificar-se se o condutor do veículo é credenciado”.

Por isso, todo taxista que for parado em blitz deve apresentar crachá de identificação, conforme exigência da SSP-BA. No entanto, mesmo com a inclusão dos taxistas no rol de grupos passíveis de abordagem policial, a categoria continua sendo vítima de assaltos constantes na capital baiana.

Para o presidente da Associação Metropolitana de Taxistas da Bahia, Valdeilson Miguel, as blitze ajudam na redução dos crimes, mas não são a solução. Segundo ele, uma das medidas que já deveriam ter sido tomadas pela SSP-BA é a criação de uma delegacia especializada em crimes contra taxistas.

“Já existem aquelas que investigam assaltos a ônibus, crimes contra mulheres, idosos. Se os taxistas tivessem esse apoio, seria muito mais fácil”, afirmou.

Ainda de acordo com Valdeilson, a categoria observa que os assaltos são praticados em locais semelhantes, nos mesmos horários e, geralmente, pelos mesmos suspeitos.

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