Por Edmundo Ubiratan – Aeromagazine

Entre os dias 5 de agosto e 5 de setembro, a pista principal do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, passará por obras de recuperação do pavimento asfáltico. A Infraero fará um investimento de R$ 11,5 milhões na manutenção, que incluirá a completa restauração do asfalto.

A intervenção vai exigir o fechamento total da pista por 32 dias, onde será aplicada a chamada camada porosa de atrito (CPA). A Infraero afirma que a reforma trará uma sensível melhoria da capacidade de drenagem da pista, permitindo um rápido escoamento da água de chuva e o consequente aumento da aderência dos pneus da aeronave ao pavimento, reduzindo assim a possibilidade de aquaplanagem.

Os trabalhos incluem serviços de fresagem do revestimento asfáltico existente, execução de camada estrutural de concreto asfáltico (CBUQ) com grooving na região das cabeceiras; e de camada superficial porosa de atrito (CPA). A técnica CPA não utiliza emendas transversais no pavimento, sendo necessário um trabalho contínuo para seu melhor resultado.

Durante a execução da obra o aeroporto irá operar apenas na pista auxiliar, restringindo o número de aeronaves e modelos autorizados a pousar em Congonhas. A pista auxiliar só poderá receber aeronaves até categoria 3C, como o ATR-72 e Cessna Caravan, conforme condicionantes estabelecidas pela ANAC.

A Infraero afirma que os aviões de maior porte, como os Airbus A320 e Boeing 737, que estão estacionados no aeroporto, poderão utilizar a pista auxiliar para voos de translado, apenas com tripulação, sem transportar passageiros.

Para a execução dos serviços dentro do prazo estabelecido, serão alocadas equipes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Enquanto o aeroporto continuará funcionando normalmente, das 6h às 23h. As operações aéreas na pista auxiliar ocorrerá de acordo com as normas atuais, enquanto os serviços comerciais funcionarão de acordo as regras de distanciamento e prevenção das autoridades públicas de saúde.

O anuncio da manutenção ocorre no momento da retomada gradual dos voos, após o aeroporto ficar praticamente sem operações entre o final de março e início de julho. A Infraero, em nota, afirma que a decisão de manter as obras entre os meses de agosto e setembro também observa questões meteorológicas. Considerando a baixa incidência de chuvas na capital paulista entre esses meses, a probabilidade de interrupções nas obras da pista também é reduzida.

“A Infraero está aproveitando a queda na movimentação de passageiros e operações, em decorrência da pandemia da covid-19, para adiantar o calendário de obras da empresa”, explicou o superintendente do aeroporto de Congonhas, João Marcio Jordão. “No caso de Congonhas, a obra faz parte de manutenção periódica e servirá para garantir que aeroporto siga operando em condições normais, especialmente de segurança, pelos próximos 10 anos”.

Detalhes da obra na pista principal
A pista principal do Aeroporto de Congonhas tem 1.940 metros de comprimento e 45 metros de largura e suporta aeronaves de categoria até 4C, que inclui os Airbus A319, A320, Boeing 737-700, 737-800, 737 MAX 8, Embraer 190 e Embraer 195.

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