Por Donaldson Gomes

A Bahia deverá perder R$ 1,5 bilhão nos meses de abril, maio e junho, de acordo com uma projeção da Secretaria da Fazenda estadual (Sefaz). Mas as perdas da administração pública, no momento em que mais se demandam os seus serviços, são apenas parte do desafio econômico provocado pela pandemia do coronavírus. No pior cenário possível, podem ser perdidos quase 135 mil postos de trabalho e o Produto Interno Bruto (PIB) estadual pode sofrer uma retração de até 6,4% este ano.

Caso a situação se confirme, 2020 poderá ficar registrado como o pior ano para a economia baiana desde 2003, quando se iniciou a série histórica atual do PIB. O cenário é um dos dois apresentados pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em um relatório técnico com estimativas sobre o impacto econômico do Covid-19 na Bahia. Em todos os casos, a economia baiana encerrará este ano com retração. Mas a depender das medidas adotadas, as perdas poderão variar entre 1% e os 6,4% já citados. Do mesmo modo, a perda de postos de trabalho podem variar entre 8 mil e 135 mil.

Se o pior cenário possível se concretizar, a economia baiana poderá perder R$ 20 bilhões este ano. No setor de comércio e serviços, que representa 70% do PIB estadual, esta perda poderá chegar à casa dos R$ 14 bilhões.

Caso seja confirmada, a retração de 6,4%, o encolhimento da economia vai superar o período negativo enfrentado durante a crise econômica mundial de 2008 e a crise política e fiscal de 2016, quando a economia baiana encolheu 6,2% em apenas um ano, impactada por dificuldades na indústria de petróleo e na indústria naval, entre outras.

Desta vez, a atividade econômica que deverá enfrentar as maiores dificuldades deverá ser a construção civil. Pelas projeções da Fieb, a construção civil poderá enfrentar uma retração de 3%, na melhor das hipóteses, que pode chegar a 8%, no cenário mais extremo.

Com informações do Correio da Bahia

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