O deputado federal licenciado Nelson Pelegrino, secretário estadual do Desenvolvimento Urbano (Sedur), afirma que o PT não deve demorar muito a definir a candidatura que concorrerá à prefeitura de Salvador no mês de outubro.

O petista, inclusive, era um dos nomes cogitados na legenda, mas a possibilidade foi praticamente descartada com sua entrada na pasta estadual. “Ao entrar na secretaria, assumi o compromisso com o governador Rui Costa de ficar até o fim do mandato. Eu diria que é muito difícil eu ser candidato”, disse o parlamentar em entrevista na Rádio A TARDE FM, na manhã desta quinta-feira, 9.

Na opinião de Pelegrino, o PT precisa escolher o nome que disputará o Executivo até o fim deste mês de janeiro. Até o momento, cinco pré-candidaturas duelam internamente pela possível cabeça de chapa: o ex-ministro Juca Ferreira, a socióloga e ex-ouvidora da Defensoria Pública da Bahia Vilma Reis, o deputado estadual Robinson Almeida, o vereador Moisés Rocha e a secretária estadual da Promoção da Igualdade Racial Vilma Reis.

“Nós temos grandes nomes, ainda são nomes que precisam ser massificados, mas o tempo joga contra. Deixar esse afunilamento para abril eu acho uma temeridade. Se for deixar para abril, a eleição é outubro, como nós vamos popularizar esse nome?”, indagou.

Pelegrino também defende que o grupo do governador Rui Costa tenha três candidaturas para tentar levar a disputa contra o pré-candidato Bruno Reis (DEM) para o segundo turno. Para o petista, uma candidatura deve ser de esquerda, outra mais de centro e uma terceira encabeçada pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório. “Nesse cenário, eu acredito que Isidório tenha de 18% a 20% de votos do eleitorado. A de esquerda deve ficar com 20%, a de centro chega a 15%. Se juntar tudo isso, força um segundo turno”, estimou.

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