O pré-candidato a vereador de Salvador, Pedro Godinho (Democratas), realizou nesta quinta-feira (23) uma transmissão ao vivo para debater políticas públicas de garantias e direitos das pessoas com deficiência. O bate papo contou com a participação de Wanette Carvalho e Rosana Lago, respectivamente presidente e vice-presidente do Comped – Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculado a Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza.

Godinho buscou entender a realidade enfrentada pelas pessoas com deficiência, através da experiência de Wanette e Rosana à frente do Comped, e se colocou como parceiro da causa.

“Eu acredito que promover o respeito e a inclusão é a premissa de um convívio social harmônio e, para além disso, é um compromisso de todo cidadão. Quero ser um parceiro e incentivador desta importante causa e trabalhar junto ao executivo municipal para garantir políticas públicas efetivas de assistência e acessibilidade a essa população”, afirmou.

Em sua participação, Wanette comentou que o Comped, juntamente com a Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (UPCD), está promovendo um curso de libras para funcionários públicos de todos os setores do executivo municipal. “Se chega uma pessoa que necessita ser atendida e não é entendida, é lamentável, a gente está negando o direito igualitário de acesso aos serviços do município. Então, com o curso de libras, a gente garante o direito a essas pessoas de serem ouvidas. Hoje, por exemplo, com a pandemia, a Secretaria Municipal de Saúde tem esses profissionais de libras, porque se chegar alguém numa unidade de saúde que tenha essa limitação, de imediato esse profissional é acionado e vai articular a comunicação com aquele paciente”, pontuou.

Wanette também sugeriu a Pedro Godinho que propusesse à Câmara Municipal de Salvador um projeto que confira um selo como forma de destacar os estabelecimentos que cumprirem as diretrizes de acessibilidade. “Essa é uma forma de incentivar a iniciativa privada e até o poder público também a praticar o exercício da cidadania. A Câmara poderia fazer uma homenagem no final do ano a esses parceiros da inclusão que garantem a acessibilidade como um todo em seus espaços. Se a gente tivesse um selo de acessibilidade seria fantástico, poderíamos fazer uma grande campanha de conscientização, poderíamos estabelecer um debate dentro do Comped para normatizar esse processo, pontuar os requisitos e tornar isso realidade”, disse o presidente.

Rosana Lago destacou alguns avanços nas políticas de inclusão e acessibilidade de Salvador, mas fez uma observação para a importância de haver uma fiscalização irrestrita que garanta a eficácia da legislação que versa sobre os direitos das pessoas com deficiência. “Dá para considerar Salvador uma cidade acessível. Salvador é grande, tem uma topografia complicada, não dá para transformar isso tudo de um dia para o outro, mas tem sido um trabalho muito bem feito nesse aspecto. Com relação as leis, nós já temos um arcabouço jurídico maravilhoso, o Brasil é um dos países que mais tem legislação para pessoas com deficiência, mas o que a gente necessita mesmo é da efetivação, da fiscalização que assegure o cumprimento dessas diretrizes”, disse. Rosana também convidou Pedro para ser uma voz ativa na luta pela garantia de direitos no legislativo municipal e ressaltou a importância da comissão permanente de acessibilidade.
A vice-presidente do Comped também fez um apelo para que haja um olhar mais sensível às mulheres com deficiência que, hoje, enfrentam uma situação de vulnerabilidade mais acentuada. “Nós, mulheres com deficiência, somos invisibilizadas e mais vitimizadas, somos duplamente vulneráveis: por sermos mulheres e termos uma deficiência, então, precisamos ter alguns direitos assistidos que garantam a nossa segurança”, sugeriu.

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