O presidente Paulo Nobre emprestou mais de R$ 5 milhões ao Palmeiras para pagar os salários deste mês. O dinheiro será usado para tapar o buraco deixado pela falta de pagamento do grupo Crefisa, patrocinadora do clube que não depositou a última parcela de R$ 6,5 milhões.

PAULO NOBRE PALMEIRAS

O valor pago pela empresa para estampar as marcas Crefisa e Faculdade das Américas nos uniformes da equipe é usado para acertar boa parte da folha salarial dos jogadores, cujo valor chega a R$ 7 milhões mensais.
Avisado de que o patrocinador não depositaria o valor em fevereiro, Nobre decidiu fazer o empréstimo para manter o balanço do clube equilibrado. O valor deverá ser resolvido quando o clube receber o valor devido pelo patrocinador.

A divergência entre as partes teve origem em fevereiro, quando o Palmeiras fez campanha de divulgação do programa de sócios-torcedores Avanti nas camisas dos jogadores. Incomodada com a propaganda gratuita, a Crefisa deixou de pagar as parcelas de patrocínio e tem negociado aditivos ao contrato que tem com o clube.

A empresa deseja cobrar multa de cerca de R$ 2,5 milhões, por exemplo, em casos como o da partida de fevereiro, contra a Ferroviária, quando houve a divulgação do Avanti.

Esta não é a primeira vez que o Nobre empresta dinheiro ao dirigente adota essa medida. Em 2014, ele emprestou R$ 23 milhões para o clube contratar os argentinos Allione, Cristaldo, Mouche e Tobio, reforçando a equipe para escapar do rebaixamento no Brasileiro.

Mais recentemente, no começo da atual temporada, ele emprestou cerca de R$ 9 milhões para reforçar o caixa do clube durante o período de contratações.

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