Manifestação de pescadores e marisqueiras ocorre na Avenida Sete de Setembro, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (22).  — Foto: Arquivo Pessoal

Manifestação de pescadores e marisqueiras ocorre na Avenida Sete de Setembro, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (22). — Foto: Arquivo Pessoal

Um grupo de pescadores e marisqueiras faz uma caminhada na Avenida Sete de Setembro, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (22), por causa do não recebimento do seguro-defeso e contra a situação das manchas de óleo que atingem o litoral nordestino. A informação foi confirmada 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O trânsito está intenso na região.

Conforme o 18º BPM, o grupo saiu da região da Praça do Campo Grande e, por volta das 9h50, seguia pela Avenida Sete de Setembro. As pessoas usavam cartazes e falavam palavras de ordem. “Marisqueiras, pescadores e quilombolas em defesa dos direitos”, dizia um dos cartazes.

De acordo com a Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), o trânsito está intendo na região porque a caminhada ocupa todas as faixas da via. O órgão não tinha informações sobre o local onde o ato vai ser encerrado.

Além de funcionários da Transalvador, agentes da PM estão no local prestando atendimento e administrando o fluxo de veículos.

MP instaura inquérito

Voluntários coletam óleo em Morro de São Paulo, na Bahia  — Foto: Bruno Arndt

Voluntários coletam óleo em Morro de São Paulo, na Bahia — Foto: Bruno Arndt

O Ministério Público Estadual (MP-BA) instaurou procedimento para atender demandas apresentadas por pescadores e marisqueiras das comunidades baianas atingidas pelo vazamento de óleo no litoral do estado.

Conforme o MP, o procedimento foi encaminhado pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh), promotora de Justiça Márcia Teixeira, para as coordenações do Grupo de Atuação Especial de Proteção aos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhdis) e do Centro de Apoio Operacional da Defesa da Saúde Pública (Cesau) para que adotem as devidas providências.

Segundo o órgão, os representantes de comunidades de pescadores e marisqueiras apresentaram as demandas na quinta-feira (24), por meio de uma carta aberta com relatos dos prejuízos enfrentados por eles.

Os pescadores e marisqueiras solicitaram que seja analisada a qualidade da água e do pescado nas comunidades para verificar se existe ou não contaminação e pediram a criação de um seguro especial para ajudar a minorar os prejuízos provocados pelo vazamento.

A substância começou a aparecer na Bahia no começo de outubro. Ao menos 31 cidades baianas e o Parque Nacional de Abrolhos já foram atingidos. O Governo do Estado decretou situação de emergência.

Conforme o 18º BPM, manifestação é feita por pescadores e marisqueiros. Grupo saiu da região da Praça do Campo Grande. Ainda não há informações sobre o local onde ato vai ser encerrado.   — Foto: Arquivo Pessoal

Conforme o 18º BPM, manifestação é feita por pescadores e marisqueiros. Grupo saiu da região da Praça do Campo Grande. Ainda não há informações sobre o local onde ato vai ser encerrado. — Foto: Arquivo Pessoal

Conforme o 18º BPM, o grupo saiu da região da Praça do Campo Grande e, por volta das 9h50, seguia pela Avenida Sete de Setembro. As — Foto: Arquivo Pessoal

Conforme o 18º BPM, o grupo saiu da região da Praça do Campo Grande e, por volta das 9h50, seguia pela Avenida Sete de Setembro. As — Foto: Arquivo Pessoal

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