Apesar de o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, ter alcançado a posição de 14º no índice de satisfação dos passageiros, em abril de 2018, depois de passar anos sendo avaliado como o pior do país, ainda sobram reclamação.

Nesta sexta-feira (29), a concessionária Vinci e o Banco do Nordeste assinaram o contrato de financiamento de R$ 516 milhões para a primeira fase da reforma do espaço.

Para a arquiteta Camila Camilo, 34 anos, as melhorias são urgentes. Ela mora em Salvador, mas viaja com frequência para outros estados do país e contou que algumas diferenças entre os aeroportos são evidentes.

“O pé-direito (altura do chão até o teto) é baixo, os banheiros são pequenos, principalmente para quem está com malas, e a capacidade de atendimento no check-in é reduzida. Eu nem considero o aeroporto de Aracaju o pior de todos, mas o de Salvador vem logo depois”, disse.

Para arquiteta, há diferenças evidentes no aeroporto de Salvador em relação a outros grandes (Foto: Evandro Veiga)

Na Pesquisa de Satisfação do Passageiro, realizada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, em abril deste ano, o aeroporto de Salvador conseguiu ultrapassar a meta estipulada pelo órgão. Numa escala de 1 a 5, onde a meta é nota 4, o terminal baiano alcançou nota de 4,2 na satisfação geral do passageiro.

O administrador Lucas Uchoa, 33, reconhece que nos últimos anos o espaço recebeu algumas melhorias, mas acredita que ele ainda precisa de muito para se tornar competitivo com o de outros estados.

“Conheço os aeroportos de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Aracaju, do Galeão, no Rio de Janeiro, e o de Brasília, que pra mim é o melhor. O de Salvador está atrás de todos esses. A entrada para o nosso aeroporto é estreita, quando tem muito movimento fica engarrafada, e não tem estacionamento suficiente. Dentro do terminal, os banheiros são sujos, molhados, e tem filas enormes nos terminais por conta da quantidade pequena de guichês para o check-in. Estou esperando essa reforma acontecer”, disse.

Administrador Lucas Uchoa também falou sua opinião (Foto: Evandro Veiga)

A atendente Maiana Oliveira, 30 anos, esteve pela primeira vez em Salvador e concorda com Lucas. Ela comparou o aeroporto soteropolitano com o do Galeão, no Rio de Janeiro, cidade onde mora e disse que a necessidade de reformas é urgente.

“Ele é pequeno. Além disso, a área de check-in também é pequena, com poucos atendentes, o que termina provocando filas. Eles poderiam melhorar também as condições dos banheiros, são sujos”, disse.

A reforma da Vinci promete acabar com esses e outros problemas. Segundo o CEO da concessionária, Júlio Ribas, as obras que começaram em abril estão a todo vapor e serão concluídas em outubro de 2019, quando será entregue um equipamento novo e 20 mil m² mais amplo.

“Queremos dar mais conforto e segurança aos passageiros. Nosso objetivo é realizar os sonhos das pessoas e temos o privilégio de melhorar o aeroporto de Salvador para que isso aconteça. As obras já estão em andamento e segue uma sequência lógica. Já estamos trabalhando na pista secundária, uma obra grande, e depois seguiremos para a outra pista. Além da intervenção que estamos fazendo no terminal. Tudo andando ao mesmo tempo”, afirmou.

No dia 5 de junho, a Vinci anunciou que o aeroporto vai receber um certificado internacional de redução de gases com efeito estufa. O primeiro nível da certificação ACA – Airport Carbon Accreditation, é um programa mundial para gerenciamento de carbono estabelecido pela Airport Council International (ACI), que avalia e reconhece, em quatro etapas, os esforços de redução de gases de efeito estufa gerados pelos aeroportos.

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