No domingo (31), os sócios do Vitória tomarão uma importante decisão para o futuro do clube. Terão de aprovar ou não um novo estatuto, fruto do trabalho de uma comissão de reforma estabelecida em junho de 2018.

O atual estatuto foi aprovado há menos de dois anos, em abril de 2017. A decisão de reformar este documento acontece em meio a outro debate muito importante: legitimar ou não antecipar as eleições de setembro para abril, pondo fim ao mandato de Ricardo David.

Em caso de reforma, o presidente terá de seguir rigorosamente um plano de gestão e pode ser destituído do cargo caso não o cumpra, entre outras novidades que em geral limitam o excesso de poder do cargo.

Alguns sócios têm se colocado contra a reforma do estatuto. Como argumento, não apontam nem as mudanças em si, mas o pouco tempo de discussão em torno dele: o texto inicial foi divulgado apenas no último dia 13 de março.

“É um estatuto que traz alterações estruturais. E temos menos de 15 dias para entender, debater e emitir juízo de valor das propostas. Seguramente, 80% dos que estarão na AGE não saberão o que se discute”, diz o advogado Antônio Carlos Rodrigues, o ‘Cacau’. “As propostas podem ser boas? Sim. Mas precisa de tempo para que todos maturem isso”, completou.

Ele segue: “É lamentável que se proponha discutir o estatuto de forma prematura, açodada, intempestiva. Num momento de crise e que a urgência deveria ser a troca da gestão. Porém, temos que nos debruçar sob um texto de 280 artigos”.

Para Cacau, a antecipação das eleições poderia ser feita sem se reformar o estatuto: “São coisas totalmente distintas. Uma é urgente, de mudar o que está aí de gestão. Outra, é o estatuto, que não tem urgência. A comissão levou seis meses para elaborar a reforma e agora quer resolver em 15 dias”.

“Bastaria votar o segundo item da pauta da assembleia, que é a antecipação. Definir: a eleição será dia ‘x’, o prazo para apresentar chapas será dia ‘x’. Esse, sim, é o problema urgente”, finalizou.

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