A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE) informou nesta segunda-feira (15) que o vice-governador João Leão, titular da pasta, vai processar judicialmente, por danos morais, os empresários Paulo de Tarso, CEO da empresa Biogeoenergy, preso na Operação Ragnarok e que está sendo investigado pela fraude na compra de respiradores, e o empresário Cleber Isaac, citado como “intermediário” no caso.

“Diferente do que foi dito pelo Paulo de Tarso, ele procurou a SDE interessado em abrir fábrica do equipamento na Bahia, jamais tratamos de contrato comercial, pois este não é o mote de atuação da SDE. Além disso, eu jamais tutelei o Cleber Isaac para representar o governo em tratativa comercial, nem o conhecia. Estou processando os dois”, diz.

A SDE esclarece também a natureza do assunto tratado institucionalmente entre a empresa e a pasta. A Biogeoenergy procurou a secretaria, no final de abril, interessada em implantar uma unidade fabril de respiradores e uma unidade de reciclagem de plástico na Bahia. Leão e equipe técnica receberam a comitiva da empresa, procedimento que ocorre com todo investidor que procura a pasta querendo trazer novos empreendimentos para o Estado.

“Jamais foi tratado com a empresa sobre operação comercial de venda de respiradores”, reforça Leão. Isto porque a SDE não participa do processo de compras de equipamentos hospitalares no Estado. A pasta tem atuação focada na atração de investimentos, incentivando com benefícios fiscais as empresas que, obedecendo os critérios técnicos e de legalidade, se implantam na Bahia gerando emprego e renda para os baianos.

A SDE informa ainda que a reunião com a Biogeoenergy ocorreu em uma sala com seis pessoas, como é determinado pelo titular da pasta, o vice-governador João Leão. Na reunião, a empresa foi informada que a assinatura do protocolo de intenções ocorreria mediante verificação técnica do equipamento, feita pelo Senai Cimatec, e após aprovação da Anvisa.

O aparelho não passou pelo crivo técnico da análise feita pelo Cimatec e nem detem autorização da Anvisa. Este fato inviabilizou o pedido de assinatura de protocolo de intenções para possível abertura de uma fábrica na Bahia. Ou seja, o protocolo de intenções não foi sequer assinado.

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