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Uma fraude na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desviou R$ 5 milhões da folha de pagamento dos servidores da pasta desde 2010. O desvio, descoberto pela prefeitura, é alvo de uma operação deflagrada pelo Ministério Público na manhã desta terça-feira (29). Ao todo, serão cumpridos seis mandados de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e cinco de busca e apreensão.

A Operação Hígia, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), foi iniciada após uma representação formulada pelo secretário municipal de saúde, José Antônio Rodrigues.

O esquema foi descoberto em maio deste ano, segundo a prefeitura. Por meio de nota, o secretário afirmou que “no dia 7 de maio deste ano a prefeitura descobriu a ocorrência de desvio em uma das folhas de pagamento residual da entidade e, imediatamente, comunicou a denúncia às autoridades competentes”. Segundo nota da prefeitura, na semana passada, a SMS flagrou mais uma tentativa de fraude na folha de pagamento.

De acordo com nota do MP, as investigações constataram que a fraude era conduzida por uma funcionária responsável pela gestão da folha de pagamentos de terceirizados da secretaria. O dinheiro era desviado para contas de “laranjas”.  Ainda de acordo com o órgão, os envolvidos estão sendo investigados pela prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo nota da prefeitura, a investigação envolveu o monitoramento de todos os computadores da Coordenação de Recursos Humanos. O trabalho de monitoramento permitiu a identificação do funcionário, da senha e do computador utilizados para fazer o desvio.  Uma coletiva de imprensa está marcada para as 15h desta terça, na sede do MP, para divulgar detalhes da operação.
Participam da operação promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica, as Relações de Consumo, a Economia Popular (Gaesf), policiais do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). Além de promotores de Justiça e a Polícia Civil de Itapetinga,  bem como a Corregedoria-Geral da Polícia Militar, também deram apoio às ações.

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