Voltaram a circular normalmente em Salvador, na manhã desta terça-feira (10), os ônibus do transporte público que pertencem à Concessionária Salvador Norte (CSN). Os coletivos da empresa foram os únicos a não ir para as ruas, na última segunda (19), mesmo após a paralização de 4h dos rodoviários ser encerrada.

O ato de segunda-feira foi realizado para protestar e reivindicar o pagamento das verbas rescisórias dos rodoviários que pertenciam à CSN. Além disso, eles querem também ser incluídos na lista de prioridades da vacinação contra a Covid-19.

Com a saída normal dos coletivos da CSN, nesta terça, o sistema de transporte de Salvador opera completo.

Ônibus da CSN voltaram a circular nesta terça-feira, em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Ônibus da CSN voltaram a circular nesta terça-feira, em Salvador — Foto: Reprodução

Os ônibus da empresa alimentam principalmente as localidades da linha 2 do metrô, nas regiões de Mussurunga, Av. Paralela e orla da cidade. A CSN possui duas garagens e, só da em Brotas, saem 150 ônibus, que circulam por 30 linhas,

Na tarde desta terça-feira, uma audiência de mediação entre a CSN e rodoviários será realizada na sede do Tribunal regional do Trabalho (TRT), Os rodoviários esperam um acordo com os empresários.

“Acreditamos que hoje à tarde possa surgir um bom efeito entre os empresários e prefeitura. É preciso sair desse entrave. É preciso bom senso pra assinar esse TAC hoje, para a gente sair desse imbróglio”, diz Daniel Mota, representante do Sindicato dos Rodoviários.

Impasse

O problema teve início no dia 27 de março, quando a CSN teve o contrato rescindido pela prefeitura de Salvador, após um relatório de uma auditoria apontar diversas irregularidades na gestão do contrato por parte da empresa. Segundo o prefeito Bruno Reis, o total da dívida acumulada da CSN é de R$ 516 milhões.

Com isso, a prefeitura anunciou que montaria uma operação emergencial de transporte buscando garantir o atendimento dos usuários do transporte público na bacia operada pela concessionária.

Em junho de 2020, a prefeitura de Salvador decretou a intervenção da CSN, após ser informada pelo Sindicato dos Rodoviários de que a concessionária vinha descumprindo acordo coletivo assinado com a categoria, além de atrasar constantemente o adiantamento salarial e o tíquete alimentação. O decreto foi para manter o serviço e garantir os empregos dos 4,5 mil funcionários que atuam no sistema.

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