Em 22 de dezembro de 1991 foi registrado um recorde de frio no Hemisfério Norte, com uma temperatura de -69,6ºC na Groenlândia — anunciou nesta quarta-feira (23) o Instituto Meteorológico da Dinamarca (DMI), 28 anos depois.

Esta leitura foi feita por uma estação de medição que não pertence à rede usual de estações de temperatura.

Foi detectado por “detetives do clima” antes de ser confirmado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) — daí sua publicação tardia.

“O recorde (para o Hemisfério Norte) foi registrado a uma altitude de 3.105 metros, perto da calota polar, em uma estação de medição automática chamada Klinck”, disse o DMI em um comunicado.

Imagem de satélite mostra um enorme pedaço de gelo que se soltou da geleira Spalte, no nordeste da Groenlândia, no início de agosto de 2020 — Foto: EU Copernicus; GEUS/Divulgação via Reuters

Imagem de satélite mostra um enorme pedaço de gelo que se soltou da geleira Spalte, no nordeste da Groenlândia, no início de agosto de 2020 — Foto: EU Copernicus; GEUS/Divulgação via Reuters

“Houve muitos recordes de calor na última década e é importante reconhecer os extremos”, destacou John Cappelen, um climatologista do DMI à AFP.

“A possibilidade de se conseguir um novo recorde de frio está se esgotando, mas não posso afirmar que nunca mais será registrado”, reiterou.

Anteriormente, o recorde para o Hemisfério Norte era de -67,8 ºC e havia sido registrado na Rússia em duas ocasiões: em 1892 e 1933.

A temperatura mais baixa já observada no mundo é de -89,2ºC. A estação meteorológica de grande altitude de Vostok, na Antártida, mantém este recorde desde 21 de julho de 1983.

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