Para o prefeito ACM Neto (DEM), o transporte público vai viver “um verdadeiro caos em 2021”. Não é a primeira vez que o democrata critica a situação do transporte. Em novembro, quando participava da inauguração de um colégio no subúrbio, disse, em tom de alerta, para o correligionário e prefeito eleito, Bruno Reis, que o tema seria um grande problema a se debruçar.

Neto voltou a cobrar nesta quarta, 30, uma postura de deputados senadores e o próprio governo federal na resolução do problema antes  que se torne incontrolável e o sistema pare por completo.

“Se dependesse de mim, toda a frota de Salvador seria de ônibus elétricos, o BRT seria elétrico, mas precisamos ser realistas. Temos problemas graves no transporte público do país, que vão exigir investimentos muito grande por parte dos governos. Ao menos que haja um choque de realidade em brasília, deputados, senadores, governo federal, de que é preciso olhar o transporte público urgentemente, a gente não vai estar falando em ônibus eletrônico, mas, sim, em falta de ônibus no país”, criticou.

O prefeito apontou, como pontos de inflexão do problema, paralisações  do setor em Recife, Rio de Janeiro e Goiânia.

“O que vai acontecer é um efeito cascata e o país pode parar. Esse assunto tão grave quanto a greve dos caminhoneiros. O que se pode fazer hoje é lutar muito para não faltar ônibus, para o sistema não parar e a população ficar a pé. A Prefeitura tem feito sozinha o que o pessoal de Brasília não faz. E aí, quem paga a conta são os prefeitos sozinhos? Se for isso, as Prefeituras vão quebrar”, afirmou Neto.

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