Com apoio do vice-governador João Leão (PP), o deputado estadual Nelson Leal (PP) saiu na frente na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O progressista já reuniu o apoio de três partidos: o PCdoB, o PDT e o PRP, além do deputado Júnior Muniz, que comanda o PHS, mas se filiará ao PP. Juntos, os apoios vão somar 10 parlamentares na Casa a partir do próximo ano. Mais os deputados da sua própria sigla, Leal teria, ao todo, 15 votos dos 41 necessários para vencer o pleito que acontece em fevereiro.“A eleição da Mesa da Assembleia é um importante momento de reafirmação da nossa vitória em 2018, sob a liderança do governador Rui Costa e contando com a participação dos nossos senadores, vamos buscar a unidade das forças governistas, levando em consideração a alternância entre elas e o fortalecimento do nosso projeto conjunto”, afirmou o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães.

O deputado estadual reeleito Samuel Júnior (PDT) argumentou o motivo de seu partido apoiar Nelson Leal. “É um parlamentar experimentado, conhece muito bem as demandas da Alba, possui uma excelente articulação e relacionamento com os demais deputados da Casa. Nesse sentido, entendemos que ele reúne as características para dar continuidade ao trabalho eficiente e célere que beneficie, principalmente, o povo baiano,” declarou o pedetista.Presidente do PDT na Bahia, o deputado federal reeleito Félix Mendonça salientou que “a decisão reflete o pensamento da bancada e trabalhará para unir a base aliada, sob a liderança do governador Rui Costa, em torno de Nelson Leal”. O senador Otto Alencar, que preside o PSD na Bahia, não gostou nada da postura dos aliados. Para ele, “faltou ética” aos correligionários.

“Os partidos possuem autonomia para tomar decisões que acham que estão dentro do seu projeto programático, mas vejo como falta de ética se tratar sobre a sucessão de um presidente sem consultar o próprio presidente [Angelo Coronel], o próprio governador [Rui Costa], bem como outros partidos, a exemplo do PT e o PSD que possuem candidatos, mas também o PSB da senadora Lídice da Mata, o PRP, Podemos, dentre outros. E de alguma forma atropelada. Em uma eleição que acontece somente em fevereiro, eu não vou me movimentar sem ouvir as principais peças do quebra-cabeça”, ressaltou. O governador Rui Costa (PT) está em missão no exterior e retorna hoje ao país, segundo a assessoria de comunicação do governo. “Não temos nada contra a figura de Leal, ao contrário. Apenas avalio que o processo está a galope. Uma eleição que vai ser daqui a 90 dias e desde o fim da eleição se fala disso sem ouvir todo o grupo e até mesmo os líderes da oposição, o próprio prefeito ACM Neto”, acrescentou.

O PSD tem o deputado estadual Adolfo Menezes como candidato à presidência da Alba. Na última quarta-feira, Leão disse que não haveria “briga” pelo posto.“O PP não vai brigar. O PP quer o consenso. Não tem sentido o PP brigar. Quando Angelo Coronel foi candidato, o PSD não precisou brigar. Houve um consenso. Nós abrimos mão da candidatura à presidência para apoiar o PSD”, disse, em entrevista à Tribuna. Da bancada da oposição, o deputado estadual reeleito Marcell Moraes (PSDB) afirmou que o grupo se reúne na próxima terça-feira para definir a posição. “Para o lado que oposição for, acaba o jogo. Vamos conversar com todos os deputados na terça e vamos ver o que é o melhor para Assembleia. A gente precisa de um presidente que vote os projetos dos deputados e não apenas do governo. Afinal, a gente está lá para fazer leis. Nelson Leal é um bom nome, mas Adolfo Menezes também. Os dois podem nos ajudar neste processo”, ressaltou o tucano.O PRP, do deputado Jurandy Oliveira, também apoiará Leal.

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