O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu nesta sexta-feira (28) à Justiça que as quatro pessoas denunciadas pela explosão, em novembro de 2016, que matou 10 pessoas, na farmácia Pague Menos da cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador, sejam levados a júri popular.

Investigações do Ministério Público do Trabalho (MPT) apontaram que a tragédia aconteceu por causa de falhas graves de segurança na realização de uma reforma na laje da farmácia.

Em setembro deste ano, a rede de Farmácia Pague Menos foi condenada pela Justiça do Trabalho da Bahia a pagar R$ 2 milhões por submeter seus empregados a um ambiente de trabalho inseguro.

Caso

Incêndio em farmácia em Camaçari — Foto: Patrícia Mansur

Incêndio em farmácia em Camaçari — Foto: Patrícia Mansur

A explosão no local ocorreu na tarde do dia 23 de novembro de 2016. Segundo testemunhas que trabalham na região próxima à farmácia, o fogo teria sido causado pela explosão de um botijão de gás que estava no interior do estabelecimento.

O clima foi de tristeza no centro da cidade de Camaçari. As lojas situadas na rua ficaram fechadas, mas o comércio do entorno continuou aberto. Quem estava perto da farmácia no momento do incêndio disse que ouviu um barulho forte de desabamento e correria.

Um vídeo gravado por moradores flagrou o momento em que funcionários e clientes deixavam a farmácia.

As imagens mostram o desespero das pessoas, que corriam para fora do estabelecimento, em meio às chamas do local.

Pessoas que estavam na rua tentavam ajudar quem saía do local. Uma das funcionária que conseguiu correr, chegou a informar que ainda tinham outras pessoas dentro da farmácia.

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