Réu confesso do assassinato de um homem no São João do ano passado, o influenciador digital e empresário Iuri Sheik teve os pedidos de liberdade contestados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Há cerca de quinze dias, o promotor João Manoel Santana Rodrigues defendeu a manutenção da prisão preventiva dele.

A defesa do influenciador argumenta que ele já está mais de um ano (435 dias) preso e o processo criminal segue em investigação, portanto sem ser encerrado, e que há frequentes adiamentos de audiências. Para os advogados do caso, a manutenção da prisão trata-se de um “constrangimento ilegal” diante do excesso de prazo da ação penal a qual ele responde.

No entanto, o promotor não viu sentido na argumentação, já que a prisão preventiva foi decretada por força do grave crime do qual Iuri é acusado. João Manoel Rodrigues justificou que “o prazo para encerramento da instrução criminal não pode ser analisado de maneira matemática, fatalista, diante das inúmeras peculiaridades e particularidades de cada feito, cuja complexidade, dentre outros fatores, deve ser analisada para aferição da razoável duração do processo”, escreveu.

O promotor comentou ainda que o caso é complexo porque o MP-BA solicitou depoimentos de oito testemunhas, além das seis apresentadas pela defesa, totalizando 14 pessoas a serem ouvidas, sendo que 13 delas são residentes em Salvador. O caso aconteceu em Santo Antônio de Jesus. Por causa do número de testemunhas, isso contribuiria para um prazo maior para o encerramento do caso.

Atualmente, a conta de Iuri Sheik no Instagram segue privada. Procurada, a defesa dele informou que insistirá na busca pela liberade. Advogado do empresário, Victor Valente explicou que, além do prazo excessivo, “os próprios requisitos pessoais de Iuri por si só já seriam suficientes para o deferimento da medida. Além dele também ser o responsável pelo sustento em seu núcleo familiar”, disse. Ainda segundo Valente, as duas lojas de roupas que Iuri mantinha em Salvador foram temporariamente fechadas. “Iuri era quem geria e administrava os negócios. Sem a sua presença, nesse momento, essa foi a melhor opção”, completou.

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