Reunida na manhã desta quinta-feira (14), a bancada de deputados federais do PMDB decidiu por ampla maioria apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, mas não fez o chamado “fechamento de questão”, o que colocaria os dissidentes sob ameaça de expulsão da legenda.

A votação foi simbólica, sem registro nominal dos votos. O PMDB tem a maior bancada da Câmara, com 67 cadeiras.

O governo trabalhava para obter até 20 votos da bancada, entre eles os dos ministros Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Mauro Lopes (Aviação Civil), que reassumiram os mandados de deputado nesta quinta. Mas nesta quinta a contabilidade já havia caído para menos de 10.

Também fiel a Dilma, o líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ), afirmou que irá respeitar a decisão da maioria e que irá orientar o voto contra a petista na sessão deste domingo (17). Ele, porém, votará contra o impeachment.

Segundo relatos de deputados, não houve nenhuma manifestação de defesa de Dilma na reunião, que ainda não havia acabado às 11h40 desta quinta.

O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, rompeu com Dilma há algumas semanas, mas os ministros decidiram permanecer no cargo.

Outros partidos governistas, como PP e PSD também manifestaram, por maioria de votos, apoio ao afastamento da petista.

 

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