Segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) a Bahia já teve uma perda de 40% na receita do comércio e setor de serviços. A mesma pesquisa mostra uma perda ainda maior em Salvador, chegando a 52%. A pesquisa engloba o período de 24 de março – quando a quarentena alcançou todas capitais – a 27 de abril na comparação com os 30 dias imediatamente anteriores.

Para entender os reflexos dessas perdas conversamos com Moisés Conde Silva de Oliveira, Professor dos cursos de Economia e Relações Internacionais e Coordenador do Núcleo de Conjuntura Econômica e Mercado Financeiro (Nucemf) da UNIFACS que explicou que a situação pode piorar ainda mais no setor se o Lockdown for instalado no país para conter o avanço da covid-19.

“Se compararmos com o ano passado as perdas estimadas do comércio pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), devido a pandemia são de cerca de 53 bilhões de reais. Isso representa o pior desempenho do setor dos últimos vinte anos. Se admitirmos que alguns estados já estudam medidas mais restritivas ou até mesmo o Lockdown, que é o fechamento total de todos os estabelecimentos além da restrição de trânsito de pessoas, essas perdas podem aumentar ainda mais, agravando a situação de todos os setores”, disse.

O professor explica que as medidas adotas pelos governos estaduais e federais ainda são muito pequenas se comparado ao tamanho do problema. Para ele o governo Bolsonaro deve assumir o protagonismo e criar mecanismo que possibilitem o setor de comércio e varejo superar essa crise na saúde. Dentre as medidas ele sugere a ampliação do credito através de bancos públicos e privados.

Por Armando Avena

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