O Vitória neste início de temporada tem sido uma contradição. Nseta quarta-feira (27), por exemplo, o Leão entra em campo ao mesmo tempo para defender a liderança invicta do Campeonato Baiano e acabar com um jejum incômodo. O rubro-negro receberá, às 20h30, o Atlético de Alagoinhas, no Barradão, pela 7ª rodada do estadual. Um jogo que tinha tudo para teoricamente ser fácil, mas no qual a equipe treinada por Marcelo Chamusca acabará jogando sob pressão.

Por um lado, se o torcedor observar apenas a tabela, vai ver tudo relativamente bem. Além da liderança do Baiano, o Leão está dentro da zona de classificação da Copa do Nordeste, em quarto lugar, com quatro pontos. Se vencer, o Leão mantém a dianteira. Se perder ou empatar, porém, precisará torcer por um tropeço do rival Bahia, que visita o Jacuipense às 21h30.

Por outro lado, o torcedor que tem comparecido rigorosamente ou assistido aos jogos pela TV está descontente, e com razão. O time não ganha há quatro jogos, com três empates e uma derrota. Ampliando um pouco o recorte, o Vitória tem apenas um triunfo nos últimos sete jogos. Venceu o Jequié, por 4×0, no dia 6. Antes, havia empatado com Jacuipense e Bahia.

Outra contradição: o Leão só tem uma derrota em 11 jogos na temporada. Porém, o resultado negativo ocorreu justamente quando não podia, 2×0 para o Moto Club, que eliminou o Vitória na primeira fase da Copa do Brasil.

Capitão do time, o zagueiro Edcarlos sabe que o grupo está em dívida com o torcedor. “Não estamos mostrando um bom futebol, um jogo vistoso como o que o Vitória costumava mostrar no passado. Só que estamos procurando ser efetivos”, comentou.

“Estamos como líderes do Baianão, competição muito importante para nós. Vamos procurar continuar líderes e assim ter a condição de buscar esse título. Assim, tenho certeza que o torcedor vai se aproximar da gente”, completou Edcarlos.

Barradão vazio
Além de acabar com o jejum, o Vitória entra em campo hoje para retomar a confiança dos seus torcedores. A descrença da arquibancada fica clara na média de público que o Barradão tem recebido em 2019, de apenas 2.853 pessoas.

Edcarlos contou que atuar para um público pequeno não desmotiva a equipe: “Pelo fato da nossa preocupação neste momento ser fazer valer esses 2 mil que têm vindo, que têm saído de suas casas para nos ver jogar”.

“Nossa preocupação agora tem sido crescer enquanto time e dar uma resposta positiva para esses torcedores. Consecutivamente, esses vão contagiar os outros, que vão voltar ao estádio. Nossa equipe está pagando pelos anos anteriores, de campanhas não bem-sucedidas. Então a torcida está chateada”, analisou o zagueiro, artilheiro do Leão no ano, com três gols em seis partidas.

Edcarlos volta de lesão diante do Atlético de Alagoinhas. Ele se machucou no empate por 1×1 com o Ceará e não participou do empate com a Juazeirense, pelo mesmo placar, no domingo. “Tive um edema (na coxa direita) no jogo contra o Ceará. Mas tive uma semana boa de trabalho com o departamento médico do Vitória, que é muito bom. Não fui para o jogo como forma de  prevenção. Pude trabalhar outras questões também nesta semana e estou fortalecido para os próximos jogos”, explicou.

Depois do Atlético, o Vitória só volta a jogar na quinta-feira após o Carnaval, dia 7 de março, contra o Botafogo-PB, pela Copa do Nordeste, novamente no Barradão.

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