Quem não tem passado não tem história. É o que diz Latino, em uma entrevista exclusiva ao colunista Leo Dias. O cantor relembra histórias polêmicas e fala sobre seu novo trabalho, o clipe da música “Lili”, que estreia hoje em seu canal no YouTube e foi gravado com uma câmera de celular na casa de sua tia.

“Vocês vão dizer que estou maluco, né? Vão querer me internar, mas precisava me reinventar. Como me reinventar? Vamos gravar um clipe! Mas como gravar um clipe? Vamos usar o que a gente tem! Personagens: os amigos. Câmera: o celular. Roteiro: cabeça. E foi nascendo. Ali eu pude realmente perceber que o Lalá ficou Lelé, porque a música fala disso. Essa música é revolucionária, ela é louca”, conta.

Frequentemente envolvido em polêmicas, Latino se lembra de quando foi extraditado dos Estados Unidos por roubar carros e estar com documentos ilegais: “Fiz merda na América, roubei vários carros, eu e um amigo. A gente não tinha carro, era muito ferrado, e a gente queria pegar mulherada, queria sair, ir para a balada. Então, roubava o carro só para chegar de carrão na balada, curtir o momento e depois deixava em algum lugar. Até que um dia a gente foi pego. Descobriram que estava com a documentação ilegal e me mandaram de volta”.

O cantor fala, ainda, sobre seu relacionamento com Kelly Key, com quem teve uma filha, Suzanna. Segundo o artista, a loira o teria traído com seu atual marido, o angolano Mico Freitas: “Eu amava muito ela. Quando você é largado, quando você é abandonado, ninguém fica feliz. E, de fato, ela preferiu uma outra pessoa. Ela foi para Angola fazer uma turnê e se apaixonou pelo Mico. Eu estava com ela na época. A gente estava brigado, mas estava junto”.

Sobre seu vício em sexo, Latino revela estar curado: “Fui viciado real. Durante três ou quatro anos, fiz tratamento. Até tomava remédio para inibir o tesão, e isso foi me ajudando”.

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