O deputado federal Pastor Sargento Isidório afirmou que apenas “Deus” o tirará da disputa para a prefeitura de Salvador em 2020. O presidente estadual do Avante afirmou ontem que a pré-candidatura dele, lançada há duas semanas na capital baiana, já é um direcionamento nacional. Ele também atribuiu ao divino a possibilidade de ganhar do provável pré-candidato apoiado pelo prefeito ACM Neto (DEM), Bruno Reis.

Em entrevista ao programa “Política na Mesa”, da Rádio e TV Câmara Salvador, o parlamentar baiano ressaltou o capital eleitoral obtido na última eleição. “Acabei de ser agraciado pelo povo de Salvador com 173 mil votos. Dizem que eu sou o mais votado da história de Salvador. 326 mil na Bahia. Puxei deputado de 40 mil votos”, destacou. No papo, ele falou sobre os rumores de que fará uma dobradinha com o também deputado federal Bacelar (Podemos), também alçado ao posto de pré-candidato no último sábado.

“Bacelar, nosso candidato a prefeito também, depois de mim é ele que vem. Agora, há dois meses e meio, saiu um resultado de pesquisa comigo na frente. Apanhei como o quê, começaram a dizer que teve rebelião na Fundação… A gente teve esses 173 mil que daria para eleger ao menos três deputados em Salvador. Aí veio a pesquisa e colocou a gente na frente”.

Isidório, no entanto, se esquivou ao ser questionado se seria um eventual vice do parlamentar. “Bacelar é um cara importante, culto e inteligente. Eu preciso estar cercado dos melhores. O que Salvador precisa é ser desoprimida. Não pode continuar com o mesmo modelo administrativo”. Também tergiversou ao ser indagado sobre o critério a ser escolhido pelo grupo do governador Rui Costa (PT) para a escolha do cabeça de chapa. “Nós temos uma liderança, que é o governador Rui Costa. Nós temos o senador Jaques Wagner, que nos deu de presente Rui Costa, que continuou atuando como prefeito. Foi Wagner que começou com essa história de se preocupar com a cidade. Até inventei um apelido par Rui, o ‘goverfeito'”.

E reafirmou que é obediente ao Palácio de Ondina. “Eu sou soldado de um exército de Deus, ele é o meu general, mas eu tenho uma obediência ao meu grupo. Respeito, porque todo líder precisa ser liderado. Todo general precisa ter sido um bom soldado. Se eu não respeito isso, não mereço ser representante de uma capital como prefeito. Todavia, hoje, a nossa candidatura, já ganhou força com a presidência nacional. Hoje, não depende mais de mim”.

Isidório negou também as especulações de que seu outro filho, Tancredo Isidório, seria lançado como candidato a vereador pelo Podemos para alavancar a sigla na chapa proporcional. “Não existe essa tratativa. A questão proporcional é uma e a majoritária é outra. Lhe diria que na questão majoritária, há a nossa pré-candidatura”.

O líder evangélico também confirmou que está em negociações avançadas com o PSD, presidido na Bahia pelo senador Otto Alencar. Segundo o deputado, o parlamentar está dialogando dentro da sigla e buscando um entendimento. “Otto está conversando dentro do partido, ele não impõe nada. Ele está conversando com os deputados e vereadores e as coisas estão andando favoravelmente. Já passou do namoro e estamos noivando”.

Procurado pela reportagem, Tancredo Isidório deixou em aberto a possibilidade. “A decisão ainda não foi tomada. Têm citado meu nome para eu ser candidato, o partido tem pedido para eu ser candidato também. Estou vendo como será a melhor forma”, avalia. Tancredo também negou rumores de que o passe dele esteja sendo negociado com outros partidos. “Se não for pelo Avante, não sairei candidato”, enfatiza ele, que está sem filiação no momento. “Meu advogado está cuidando disso. Tenho que transferir meu título primeiro. Ainda temos um tempinho. Só transfiro se eu realmente for candidato”.

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