Um grupo formado por dezenas de famílias sem-teto protesta por conta do corte de energia no antigo Hospital Couto Maia, na manhã desta quarta-feira, 11, no bairro do Monte Serrat, em Salvador.

Cerca de 100 pessoas moram na antiga unidade atualmente. São famílias formadas por adultos, idosos e aproximadamente 50 crianças que não têm outro lugar para viver.

Sem energia, os ocupantes ficaram sem ter como armazenar alimentos na geladeira, usar o fogão elétrico e tiveram que improvisar um fogão à lenha para cozinhar o almoço.

Em nota, a Coelba informou que suspendeu o fornecimento de energia do antigo hospital por solicitação da Secretaria de Saúde do Estado e que o solicitação do desligamento pelo titular da unidade consumidora está prevista na resolução 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Denúncia

Os moradores denunciam que o governo do Estado foi contra à lei para desligar a luz do local. “Ontem à noite, eles vieram para cortar a luz e isso é algo contra à lei. Este tipo de procedimento só pode ser feito pela manhã e pela tarde. O governo do Estado está descumprindo qualquer tipo de legislatura, qualquer tipo de lei, que garanta a vida das pessoas, porque eles acabaram de cortar a nossa luz, com um aparato militar gigantesco”, criticou o coordenador nacional da Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Victor Aicau.

O porta-voz ainda pontuou que esta prática é semelhante a do governo federal, que, na visão deles, vêm cortando os benefícios do cidadão. “O governo do Estado segue uma postura, na opinião das famíliaes que estão aqui, igualmente a do governo federal, de cortar o projeto ‘Minha Casa, Minha Vida’, de cortar os programas que o governo federal vem cortando. Então, em nossa opinião, Rui Costa precisa se posicionar, precisa devolver a luz para estas famílias. Tem mãe de família, pai, crianças aqui dentro”, apontou.

O representante da coordenação municipal do MLB, Filipe Bacelar, também lamentou a situação atual dos moradores. “Somos trabalhadores, gente de bem. Temos 54 crianças aqui dentro. Eu pergunto a Nelson Pelegrino como é que vão ficar estas crianças? Sendo que ele chegou aqui com a gente, negociou algo e está fazendo outro. A proposta deles, inicialmente, foi de trazer auxilio aluguel. Estávamos em negociação. Na segunda, a gente conversou com ele e ficou tudo tranquilo”.

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