Por Caroline Gois, Miriam Hermes

A indústria de transformação baiana registrou queda de 2,9% no resultado apurado durante o ano passado, de acordo com estudos divulgados pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). O percentual está abaixo da média do país, cujo crescimento foi zero.

Os números foram apurados pela equipe de técnicos da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, tomando como base os dados fornecidos por cada setor em trabalho encerrado este mês de fevereiro.

Embora divulgados pela Fieb, os estudos são de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o objetivo de acompanhar o desempenho do produto real da indústria no curto prazo a fim de municiar os gestores de informação qualificada para tomar as melhores decisões.

O gerente de estudos técnicos da Fieb, Ricardo Kawabe, pensou algumas opções para explicar o ano negativo para a indústria baiana, relacionando o resultado com aspectos do cenário econômico.

– Um baque, no setor petroquímico, com a situação da Fábrica de Fertilizantes (Fafen), afeta o segundo mais importante item da indústria local. Como a indústria baiana é muito concentrada, qualquer impacto tem efeito mais geral – disse Kawabe.

Reflexo – Também tiveram reflexo negativo na indústria baiana os problemas verificados com a Braskem em Alagoas, cujos efeitos prejudicaram o desempenho da unidade do Polo Petroquímico de Camaçari.

Outras adversidades citadas por Kawabe foram a crise na Argentina, impactando as exportações do segmento automotivo, e as tensões entre Estados Unidos e China, influenciando na redução de exportações de celulose.

Compartilhar