Por Ricardo Roveran – Terça Livre

O portal Terça Livre ouviu nesta quarta-feira (20/11) o procurador do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), Márcio Luís Chila Freyesleben, que é um dos seis autores do novo pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Com mais de 30 anos de atividade no Ministério Público, Márcio nos contou sua trajetória e as transformações que a instituição governamental sofreu ao longo da carreira, rumando para a esquerda política e transformando-se em instrumento político.

Autor de dois livros e presidente da Associação MP Pró Sociedade, o procurador dedicou a segunda obra, Um Ministério Público Para Rir e Chorar, que escreveu junto com Jean-Marie Lambert, a este tema da ideologização do Ministério Público.

Num papo que de início foi cultural, o procurador expôs a consciência da tentativa de dominação cultural da esquerda e os mecanismos de atuação vigentes da militância que pratica ativismo incessante, atuando no aparelhamento das instituições governamentais.

A seguir, entramos no caso espinhoso: o pedido de impeachment do presidente do Supremo, que foi protocolado na quarta-feira (20).

Márcio explicou os motivos que levaram o grupo composto por seis nomes relevantes da área do direito a engajar-se nesta investida pela justiça: o caso dos 600 mil nomes que o ministro teve acesso na semana passada.

O caso teve início na quinta-feira (14/11), aumentou no dia seguinte quando a PGR solicitou que o ministro revogasse a decisão e teve como resposta um belo não do presidente da Corte.

No dia 17, mais de 200 cidades do país testemunharam milhares de cidadãos que saíram às ruas para protestar contra o Supremo, num manifesto que entrou para história do país.

Apesar do pedido de impeachment protocolado pelo sexteto, o procurador foi enfático ao esclarecer que agora está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) e que o andamento depende de pressão popular, povo nas ruas.

Confira a entrevista completa

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