O deputado Flávio Bolsonaro divulgou nesta terça-feira (18) um vídeo em suas redes sociais que mostra o corpo do miliciano Adriano da Nóbrega. O miliciano foi morto durante uma operação conjunta da Polícia Militar da Bahia com policiais do Rio de Janeiro, em Esplanada, no fim de semana.

AS IMAGENS ABAIXO SÃO FORTES

“Perícia da Bahia (governo PT), diz não ser possível afirmar se Adriano foi torturado. Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros a queima-roupa (um na garganta de baixo p/cima e outro no tórax, que perfurou coração e pulmões”, escreveu Flávio ao acusar a polícia baiana de torturar o miliciano.

O laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Polícia Civil baiana apontou que Adriano foi morto com dois tiros, sendo um no tórax e outro que atravessou o corpo e atingiu o pescoço.

Flávio já havia comentado a morte de Adriano da Nóbrega ao pedir que a cremação do corpo fosse impedida. Foi a primeira fala pública após o crime de alguém da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

DENÚNCIA! Acaba de chegar a meu conhecimento que há pessoas acelerando a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado na Bahia. Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve“, escreveu o senador no Twitter.

Apuração independente
Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (18) que vai solicitar uma perícia independente sobre o corpo do miliciano Adriano Nóbrega, acusado de integrar uma milícia no Rio de Janeiro, morto durante uma operação conjunta da Polícia Militar da Bahia com policiais do Rio de Janeiro, em Esplanada, no fim de semana.

Bolsonaro disse ainda que uma eventual “queima de arquivo” não interessaria a ele. Um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Polícia Civil baiana apontou que Adriano foi morto com dois tiros, sendo um no tórax e outro que atravessou o corpo e atingiu o pescoço.

Investigações apontam que Adriano atuava em diferentes atividades ilegais: milícia, jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e homicídios profissionais. Ele foi homenageado por Flávio Bolsonaro em 2005 com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio. Na mesma manifestação de ontem, o presidente também disse que foi ele quem determinou que Flávio condecorasse o ex-policial militar.

“Não tem nenhuma sentença transitada em julgado condenando capitão Adriano por nada, sem querer defendê-lo. Naquele ano ele era um herói da Polícia Militar”, afirmou o presidente.

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