Por Ricardo Bomfim – Infomoney

O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira (1) com os mercados em quase estabilidade lá fora depois dos índices Dow Jones e S&P 500 apresentarem dois meses consecutivos de ganhos.

Do lado político, causa incerteza a intensificação de protestos em todo o mundo. Nos Estados Unidos, o presidente americano declarou no domingo pelo Twitter que o movimento antifa seria, para ele, uma organização terrorista após manifestações contra a morte do homem negro George Floyd, que estava desarmado, por policiais. Os protestos chegaram até proximidades da Casa Branca.

No Brasil, houve confrontos entre torcidas organizadas e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Mais protestos de movimentos antifascistas foram convocados para os próximos fins de semana.

Às 10h15 (horário de Brasília) o Ibovespa caía 0,54% a 86.928 pontos. Já o dólar comercial tinha alta de 0,57%, a R$ 5,3683 na compra e R$ 5,3708 na venda. O dólar futuro para julho avança 0,6% a R$ 5,374.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 3,13%, o DI para janeiro de 2023 cai 1 ponto-base a 4,22% e o DI para janeiro de 2025 recua 2 pontos-base a 5,95%.

Entre os indicadores, a projeção do PIB de 2020 passa de queda de 5,89% para baixa de 6,25%, apontou o Relatório Focus. Para 2020, a estimativa de crescimento de 3,50% para o PIB foi mantida.

A expectativa dos economistas é de que, ao final de 2020, a Selic seja de 2,25% ao ano, mesma projeção da semana passada.

As projeções para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caíram de 1,57% para 1,55% em 2020. Para 2021, a projeção caiu de 3,14% para 3,10%.

Já a projeção para o dólar foi mantida em R$ 5,40. Para o ano que vem, a estimativa foi de R$ 5,03 para R$ 5,08.

Também no radar dos mercados, está a tensão entre EUA e China: autoridades chinesas disseram a empresas para interromperem a importação de alguns produtos agrícolas americanos, aumentando o risco de ampliar as tensões entre os dois países.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom duro contra a China, mas não mencionou a fase 1 do acordo comercial, o que deu alívio aos mercados.

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