Por Ricardo Bomfim – Infomoney

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (9) com correção após sete altas consecutivas do índice à vista. Os índices futuros das bolsas americanas também caem, após o Nasdaq renovar máxima histórica de fechamento e Dow Jones e S&P 500 voltarem a níveis de fevereiro retomando todas as perdas com o coronavírus.

No Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, na segunda-feira à noite, que o governo Jair Bolsonaro retomasse a divulgação na íntegra dos dados acumulados de mortes e casos confirmados de Covid-19 no site do Ministério da Saúde. Ainda em destaque, está o julgamento de ações contra chapa de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na pauta desta terça-feira.

Às 10h13 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha baixa de 1,61% a 96.070 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial sobe 1,1% a R$ 4,9074 na compra e a R$ 4,9086 na venda. Já o dólar futuro para julho opera em alta de 1,84% a R$ 4,917.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe um ponto-base a 3,14%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de quatro pontos-base a 4,25% e o DI para janeiro de 2025 avança seis pontos-base a 5,81%.

Depois do rali desenfreado das últimas semanas, investidores calculam se essa recuperação dos mercados não ocorreu em um nível superior ao que será a recuperação da economia, que ainda sofre os efeitos do isolamento social imposto pela pandemia.

“Estamos lidando com muitas incógnitas, apesar da reabertura das atividades econômicas ainda estarem no caminho certo”, disse, à Bloomberg, Frank Tsui, gerente sênior de fundos da Value Partners.

Na segunda-feira, o Banco Mundial informou que a economia global poderia sofrer uma retração de 5,2% em 2020, o que seria a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Essa retração também deixaria mais pessoas em situação de pobreza, em especial nos países emergentes.

Entre os indicadores, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,36% na primeira prévia de junho, acima do esperado pelos economistas. A mediana das projeções compiladas no consenso Bloomberg apontava para um crescimento de 1,02%. Com o resultado, ficaram para trás os temores de deflação com o recuo de 0,32% no mês anterior.

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