Por Ricardo Bomfim – Infomoney

O Ibovespa em queda nesta quinta-feira (4) após quatro altas consecutivas. A realização vem em meio ao dado de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Foram 1,877 milhão de requisições do benefício, pouco acima da expectativa dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que era de 1,84 milhão.

Por outro lado, ajuda a minimizar as perdas a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que injetou mais dinheiro do que o esperado na economia, elevando o programa de compras de títulos por causa da emergência pandêmica em 600 bilhões de euros, para 1,35 trilhão de euros.

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam uma injeção de até 500 bilhões de euros a mais. O BCE ainda anunciou que estenderá o período de compras de bonds para junho de 2021 com o objetivo de reaquecer a atividade econômica da zona do euro.

No noticiário doméstico, surpreendeu deputados a decisão do presidente Jair Bolsonaro de sancionar lei que extingue o fundo de reservas monetárias (FRM), mas vetar a destinação dos R$ 8,6 bilhões do FRM para medidas de combate ao coronavírus.

Às 10h11 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha queda de 0,46% a 92.571 pontos.

Já o dólar futuro para julho opera em alta de 0,59% a R$ 5,101. O dólar comercial, por sua vez, zera perdas e tem leve variação positiva de 0,01%, a R$ 5,0847 na compra e R$ 5,0864 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 3,03%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de três pontos-base a 4,06% e o DI para janeiro de 2025 avança quatro pontos-base a 5,70%.

Ainda no radar dos mercados, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ontem a proibição de voos com passageiros chineses para os Estados Unidos a partir de 16 de junho.

A decisão tinha como objetivo forçar o governo chinês a retomar os voos das companhias americanas para o país asiático. E deu certo. Nesta quinta-feira, a autoridade de aviação chinesa anunciou que permitirá que companhias aéreas estrangeiras aumentem a frequência de voos para a China a partir de 8 de junho.

Radar político e evolução da pandemia

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pautou a ação sobre cassação da chapa Bolsonaro para 9 de junho. O ministro Luís Roberto Barroso incluiu na pauta da sessão de 9 de junho o julgamento de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral que apuram supostos ataques cibernéticos em grupo de Facebook para beneficiar a chapa do presidente Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018, segundo website do órgão. Contudo, a tendência é que as ações sejam arquivadas, segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Sobre a pandemia de coronavírus, o Ministério da Saúde divulgou na quarta-feira à noite que o Brasil confirmou nas 24 horas anteriores 1.349 mortes causadas pela Covid-19. Esse é o maior número de óbitos já registrados em um único dia.

No total, o país já conta com 32.548 mortes e o número de contaminados confirmados é de 584.016.

O avanço da doença ocorre no momento em que várias regiões do país começam a reabrir a economia e que o movimento de protestos pró-democracia e contra o governo tentam ganhar força.

Os movimentos Juntos, Basta e Somos 70% se reuniram na quarta-feira, por teleconferência, para discutir propostas, segundo informou o jornal “Folha de S.Paulo”.

Já a Polícia Militar tenta negociar com organizadores dos protestos pró-Bolsonaro e pela democracia para tentar chegar a um acordo sobre dia e local para essas manifestações. A ideia é que elas não ocorram no mesmo local para evitar confrontos, como os registrados no último domingo.

Protestos nos EUA

Os protestos contra o racismo e a violência policial deflagrados pelo assassinato de George Floyd seguem ganhando as ruas dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump chegou a pedir maior empenho da polícia para conter os protestos, mas na maior parte das grandes cidades o pedido não foi atendido.

Em Los Angeles, a prefeitura anunciou a redução do orçamento policial e uso dos recursos para investimentos na comunidade negra local. Já o ex-secretário de Defesa Jim Mattis criticou Trump pela sua estratégia de reprimir os protestos.

Noticiário corporativo

A Via Varejo vai fazer uma oferta de ações (follow on) de no mínimo 220 milhões papéis, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CMV).

A oferta se dará com esforços restritos, ou seja, limitada a um determinado número de investimentos. A operação é coordenada pelo Bradesco BBI, BTG Pactual, BB Banco de Investimento, Bank of America Merrill Lynch, Santander Brasil, Safra e XP Investimentos.

Já a fabricante de autopeças Fras-Le divulgou que registrou um prejuízo líquido de R$ 1,3 milhão no primeiro trimestre do ano, menor que os R$ 2,5 milhões dos primeiros três meses de 2019.

Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 5,9%, para R$ 341,8 milhões. Já o Ebitda avançou 31,5%, para R$ 38,1%. Por sua vez, a margem Ebitda ficou em 11,2%, uma melhora de 2,2 pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

E a siderúrgica Usiminas divulgou fato relevante para anunciar a atualização de sua previsão de despesas financeiras líquidas. A expectativa é que essa despesa some R$ 292 milhões em 2020.

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