O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, decidiu suspender, a partir desta segunda-feira (16), todos os exames de coronavírus feitos em pacientes que vão à unidade com pedidos de médicos particulares. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, a coleta domiciliar também será interrompida.

A instituição decidiu limitar os exames exclusivamente a quem apresenta sintomas mais fortes da doença, como febre alta. Cada caso será avaliado na hora pelos profissionais de saúde.

“Se fizermos exames em todo mundo, apenas para tirar alguma dúvida, a nossa capacidade se esgotará e não teremos kits para os casos mais graves, em que eles são realmente necessários”, diz o presidente do hospital, Sidney Klajner.

À Folha, ele informou que o hospital tem capacidade para fazer 3.500 exames por dia. No começo, todas as pessoas que iam ao hospital eram atendidas, em especial as que tinham feito viagens ao exterior.

A demanda, no entanto, explodiu: desde o fim de semana, o número de pessoas que procuram o hospital para fazer o exame varia de 1.500 a 1.700 por dia.

No total, o Einstein já fez 7.771 testes de coronavírus. Até agora, 3.336 já tiveram resultado. O hospital não divulga o número de casos confirmados porque precisa antes passar as informações oficialmente para o Ministério da Saúde.

Os últimos dados divulgados, na quinta-feira (12), mostravam que 98 casos tinham dado positivo.

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