O professor, historiador e escritor Jaime Sodré faleceu nesta quinta-feira, 6, aos 73 anos, após um infarto fulminante. Doutor em História da Cultura Negra, ele era professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba).

Em sua trajetória, Sodré ganhou diversos prêmios, como o 2º lugar no Prêmio Funarte (2003) e o troféu Caboclo da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (2005), além de homenagens como a medalha Zumbi dos Palmares, da Câmara Municipal de Salvador.

O historiador também fez parte do Conselho do Olodum, entre 1990 e 2000. Já em 2012, participou da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na mesa “A diáspora e seu avesso”, mediada por Jorge Portugal, que também faleceu nesta segunda-feira, 3.

O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, lamentou a perda. “Professor Jaime sempre deu aulas de vida. Com um conhecimento ancestral, levava tudo com uma leveza e generosidade que encantava. Não tenho mais palavras, só emoção de perder um grande amigo e conselheiro, gênio da raça”.

Quem também lamentou o falecimento foi a deputada Olívia Santana. “Acabo de receber a noticia da morte do professor e historiador, Jaime Sodré, meu amigo e ex-vizinho. Mais uma terrível perda para a luta contra a intolerância, contra o racismo e para uma sociedade de igualdade. Salvador e a Bahia choram a perda desse valoroso e querido filho. Momento de muita dor. Meus sentimentos profundos . Minha solidariedade aos familiares e amigos. Que ano difícil!”, publicou ela nas redes sociais.

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