Por Daniel Navas – Viva Bem

Sim, é normal e está relacionado ao fim do período menstrual. Geralmente, a menstruação pode durar até 8 dias e a cor do sangue variar um pouco, sendo mais escura no final, pois a sua quantidade e velocidade de saída são menores. Além disso, junto ao plasma também vem um pouco de coágulo, que são bolsas mais espessas de sangue com cerca de 1 ou 2 cm, e isso pode contribuir para deixar a cor da menstruação mais escura.

Mas é importante saber que, frequentemente, o sangue menstrual tem a coloração marrom no começo e no fim e é mais avermelhado no meio do fluxo. Algumas mulheres que menstruam muito pouco podem ter o sangue mais escuro todos os dias e não há nada de errado nisso. A atenção deve ser dobrada caso a menstruação seja muito intensa, tenha coágulos maiores do que 2 cm, se houver dor ou algum tipo de odor.

Já quando o período menstrual acabou, mas cerca de um ou dois dias depois ainda sai um pouco de líquido com a cor mais amarronzada, parecida com a da borra de café, também não requer grandes atenções. Isso porque esse é um sangue que já foi em parte metabolizado pelas bactérias da flora vaginal e ficou acumulado no fundo da vagina. Não é mais a menstruação propriamente dita ocorrendo, mas sim o que sobrou de sangue daquele período. Então, conforme a mulher se movimenta, ou pratica alguma atividade física, relação sexual, etc., o sangue vai saindo aos poucos.

O grande problema está no incômodo que isso pode causar. Então, o melhor é procurar a ajuda de um ginecologista para que ele possa investigar melhor e indicar um tratamento ou algo que possa ser feito para aliviar o desconforto.

Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo; Bárbara Murayama, ginecologista, especialista em endoscopia ginecológica pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e diretora da Clínica Gergin, em São Paulo; Cristina Laguna Benetti Pinto, coordenadora da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Febrasgo, e Maurício Abrão, professor pós-doutor associado e chefe do Departamento de Endometriose da USP (Universidade de São Paulo) e chefe da ginecologia avançada da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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