Grupos ligados ao comércio de Salvador têm tido reuniões com a Prefeitura de Salvador e Governo do Estado para estudar o retorno das atividades de forma gradual.

O assunto em sido debatido com as presenças de instituições como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA); Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL Salvador); e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (FCDL-BA).

As reuniões já começaram a render frutos. No dia 1º de junho, a prefeitura anunciou a reabertura de alguns estabelecimentos, como concessionárias e clínicas, e renovou a permissão de funcionamento de espaços comerciais que já vinham operando.

Serviços de arquitetura e decoração, lavanderias, lojas de materiais elétricos e de ferragens e clínicas odontológicas entraram na lista dos que puderam reabrir, mas cumprindo normas.

Esta semana, as três entidades representantes do comércio pediram pela retomada do funcionamento de mais negócios. “Tivemos de fechar as portas em favor daquilo que é mais precioso para nós: a vida. Agora nos preparamos para reabrir com responsabilidade e todo o cuidado com você e com todos os nossos funcionários”, disseram na divulgação de uma peça publicitária.

De acordo com as instituições, o anseio ocorre porque os setores de comércio e serviços, juntos, respondem por 70% dos empregos e representa mais de 60% do PIB do Estado.

Segundo o presidente da CDL Salvador, Alberto Nunes, a abertura é desejada, mas há consciência de que isso só pode ocorrer com muita cautela. “As instituições estão tendo papel responsável, apoiando os protocolos de saúde, realizando ações para minimizar os prejuízos para o comércio e mantendo contato com os lojistas”, disse.

Já o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, acredita que chegou a hora de algumas atividades voltarem. “Seguimos juntos desde o início da pandemia e alinhados com o poder público, apoiando as duras medidas necessárias à preservação da vida. Agora chegou a hora de trabalhar para a reabertura gradual, segura e responsável, contando com o auxílio dos empresários”.

O vice-presidente da FCDL Bahia, Antoine Tawil, endossa. “Desde o início, estamos acompanhando a evolução da crise e entendemos que foi necessária a restrição. Agora, com a possibilidade da abertura, estamos nos organizando para garantir um ambiente seguro para todos, clientes e funcionários”.

A reabertura do comércio na cidade, conforme já informou o prefeito ACM Neto, ocorrerá de forma gradual e apenas com a certeza de que é possível uma retomada sem oferecer riscos à população.

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