Candidato à presidência do PT de Salvador, Gilmar Santiago minimizou, ontem, as confusões que ocorreram durante o pleito interno e apostou que vencerá no segundo turno do PED (Processo de Eleições Diretas), que está previsto para acontecer no dia 22 de setembro. Ele disputará com Ademário Costa, que ficou em primeiro lugar na primeira etapa do escrutínio. A eleição foi marcada por confusão por causa de uma urna extra. Ademário queria que os votos desta urna fossem computados, pois, segundo ele, lhe dariam vitória no primeiro turno. Gilmar se posicionou contra e afirmou, em entrevista à Tribuna, que mesmo com a contabilização, haveria segundo turno. “Isso está superado, esclarecido. A eleição transcorreu com normalidade. E a apuração também. A Comissão Eleitoral decidiu por maioria não contar os 45 votos dessa urna extra, porque essa urna está cercada de problemas. Nunca tivemos no PED – e esse é o sétimo – urna extra. Isso surgiu de uma orientação da Secretaria de Organização Nacional. Não foi da Comissão Eleitoral Nacional. Criou essa confusão que a Comissão Eleitoral, desde o início da apuração, definiu que não seria objeto de apuração porque está cercada de problemas. Além disso, seriam necessários 49 votos para a eleição ser decidida no segundo turno”, argumentou Gilmar, em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia.

Ademário Costa reclamou. “Não estou preocupado se essa urna vai garantir a vitória no primeiro turno ou não. Apenas não aceitaria que a vontade da militância não seja respeitada. O que está em questão agora é derrubar as velhas práticas antidemocráticas que desrespeitam a vontade soberana dos militantes do PT”, disse. “O que está acontecendo é um desrespeito à democracia interna do PT e ao direito dos militantes de votarem. Estamos falando de militantes que se deslocaram para votar na urna extra e que não estão tendo seus votos respeitados. Configura o medo de perder uma eleição no voto, o medo dos processos democráticos que caracterizam nosso partido historicamente. Nós não reconhecemos essa votação sem a apuração da urna extra”, emendou.

Ainda entrevista à Tribuna, Gilmar Santiago afirmou ainda que acredita na virada no segundo turno, apesar de ter ficado em segunda colocação na primeira etapa do pleito. “Todo segundo turno é outra eleição. Nós acreditamos que nós temos todas as condições de virar, na medida em que estamos tentando construir uma aliança com outras candidaturas que disputaram o primeiro turno. E estamos focados no processo de mobilização mais intenso. Estamos confiantes que venceremos no segundo turno. O que vai estar em jogo neste segundo turno é que partido queremos. Se queremos dar continuidade a uma gestão democrática, que tem como horizonte construir um programa para a cidade, ou um partido pragmático, com alianças complexas e contraditórias, que podem comprometer a perspectiva de ter um partido mais democrático”, cutucou.

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