“Ghost of Tsushima”, novo game exclusivo de PlayStation 4 que será enfim lançado nesta sexta-feira (17), não esconde suas ambições cinematográficas.

Afinal de contas, o jogo sobre um samurai que enfrenta uma invasão mongol conta até com um modo Kurosawa, em homenagem ao grande diretor japonês de clássicos como “Rashomon” (1950) e “Os sete samurais” (1954).

As inspirações estão lá, é claro, mas vão além do trabalho do cineasta – e ultrapassam até a barreira do cinema.

Veja abaixo uma lista com recomendações dos desenvolvedores da Sucker Punch, estúdio responsável pelo jogo, para entender melhor o game:

'Karateka', que na imagem aparece em sua versão antiga para PCs, receberá um remake — Foto: Divulgação

‘Karateka’, que na imagem aparece em sua versão antiga para PCs, receberá um remake — Foto: Divulgação

Brian Fleming – cofundador e produtor

“Karateka” (game de 1984): “Essa foi minha primeira imersão nesse gênero. Foi o primeiro game que eu joguei na vida nesse tipo de mundo belo e que contava uma história com uma reviravolta surpreendente de jogabilidade no final. Inesquecível.”

“Tenchu” (game de 1998): “Completo com uma abertura musical cheia de estilo, ‘Tenchu’ expandiu o que eu achei ser possível. Furtividade, agarrões… Milhares de inovações aqui que se tornaram a base de games como ‘Ghost’.”

Capas do mangá 'Usagi Yojimbo' — Foto: Divulgação

Capas do mangá ‘Usagi Yojimbo’ — Foto: Divulgação

Nate Fox – Diretor criativo

“Usagi Yojimbo” (mangá de 1984 publicado até hoje): “Um mangá de longa duração baseado livremente na vida de Miyamoto Musashi. As histórias encontradas aqui fizeram eu me apaixonar pelo ideal romântico do samurai nômade.”

“Os sete samurais” (filme de 1954): “É impossível para mim pensar no que é ser um samurai sem imaginar os guerreiros representados de maneira tão vívida neste filme. Todos eles lutaram com dignidade e coração de uma maneira que eu nunca vi antes; eles são um ideal icônico que tentamos honrar.”

Watanabe Atsushi e Mifune Toshiro em cena de 'Yojimbo: O guarda-costas' — Foto: Reprodução

Watanabe Atsushi e Mifune Toshiro em cena de ‘Yojimbo: O guarda-costas’ — Foto: Reprodução

Jason Connell – Diretor criativo/artístico

“Yojimbo: O guarda-costas” (filme de 1961): “Quando eu era bem jovem, esse filme introduziu em mim o significado do que é ser um ronin errante, se movendo calmamente em direção de um grupo de inimigos sem uma preocupação sequer. O mundo está cheio de personagens interessantes e isso sempre ficou na minha cabeça.”

“Ran” (filme de 1985): “Um dos poucos filmes gravados em cor do cineasta lendário Kurosawa. Composições excelentes usando um castelo, paredes, estandartes e exércitos. Quando penso em estandartes de samurais, eu sempre penso em ‘Ran’. A ação e a fotografia se sustentam bem até para os padrões de hoje.”

Ihara Tsuyoshi e Kubota Masataka em cena de '13 assassinos' — Foto: Divulgação

Ihara Tsuyoshi e Kubota Masataka em cena de ’13 assassinos’ — Foto: Divulgação

Joanna Wang – Diretora de ambientes

“13 assassinos” (filme de 2010): “Esse filme tem uma das melhores cenas de batalha samurai. Assim como em ‘Ghost’, alguns samurais precisam enfrentar um número gigantesco de inimigos, e eu amor como eles usam o ambiente da vila para a luta final.”

“O último samurai” (filme de 2003): “Eu me inspirei em muitas cenas desse filme. A pequena vila em uma colina gramada, crianças brincando em uma pequena cerejeira. E depois, uma batalha na chuva pesada próxima a uma árvore de bôrdo-japonês, ou a neblina forte na floresta. A cor e o tom são tão bem trabalhados para a história, e a fotografia é linda.”

Mifune Toshiro em cena de 'O Barba-Ruiva' — Foto: Reprodução

Mifune Toshiro em cena de ‘O Barba-Ruiva’ — Foto: Reprodução

Billy Harper – Diretor de animação

“O Barba-Ruiva” (filme de 1965): “O último filme preto e branco de Kurosawa e sua última colaboração com Toshiro Mifune. Esse enredo é uma das minhas histórias favoritas sobre arrogância jovem que é guiada por um mentor indesejado.”

“Onimusha: Warlords” (game de 2001): “Eu me lembro de jogar esse game no PlayStation 2 por causa de um elemento específico. Eu podia jogar como um samurai e como um assassino. Amo termos esse tipo de diversidade de estilos em ‘Ghost’.”

Compartilhar