Sabe aquele joguinho do smartphone que é uma companhia bem-vinda no ônibus, aeroporto, na espera do dentista? Ele é uma mina de ouro. Pois é, você pode não saber, mas os games para dispositivos móveis são responsáveis por quase 50% da arrecadação da indústria de games. Achou que eram os jogos para PC, Xbox One e PS4, que podem custar até R$ 500, dependendo da edição? Lego engano.

De acordo com o Relatório do Mercado de Jogos Global e da Newzoo, que monitora o desempenho da indústria de games, este ano o setor faturará US$ 159 bilhões, algo em torno de R$ 817 bilhões, na cotação de quarta-feira (29). E nessa toada os jogos para telefones corresponderão a 48% de todo o faturamento, o que equivale a US$ 77 bilhões, ou R$ 395 bilhões.

Pulo do gato

Mas como um jogo de celular que é de graça pode render mais que um Triple A para consoles? Simples, microtransações. Sim, são aqueles créditos com opções que vão de R$ 2 a R$ 400, debitados em cartão de crédito, que dão vantagens especiais aos jogadores. Além disso, o game de celular é mais acessível que um jogo para console. Qualquer um pode jogar a qualquer instante, não depende de espaço físico e altos investimentos. Basta ter um telefone no bolso.

É o que explica o diretor para a América Latina da Razer Gold, Dennis Ferreira. Ele dirige a plataforma de crédito virtual da fabricante de acessórios para games. “O mobile cresce mais pois é mais barato que PC, os gamers estão o dia inteiro com o celular em mãos e a banda larga se tornou uma realidade. Isso explica, por exemplo, Free Fire ser do tamanho que é”, exemplifica.

Literalmente de grão em grão, a gorda galinha dos ovos de ouro dos games enche o papo.

Compartilhar