Por: Rodrigo Daniel Silva

O futuro político do presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (SD), ainda é incerto. O vereador tem dito que estuda duas possibilidades. A primeira é tentar a reeleição de vereador e, se obtiver êxito, articular para se manter como o chefe do Legislativo a partir de 2021. A segunda opção é integrar a chapa de Bruno Reis (DEM) para disputar a prefeitura soteropolitana, como candidato a vice. Nos bastidores, o comentário é de que o prefeito ACM Neto (DEM) quer que o vice seja do PDT – partido da base do governador Rui Costa (PT) e que tem como principal figura o ex-ministro Ciro Gomes.

Neste cenário, segundo os aliados, Neto trabalharia com dois nomes para ser o postulante a vice. Um deles é de Geraldo Júnior e o outro é do secretário municipal de Saúde (SMS), Leo Prates, que se filiou no início deste mês ao PDT. Ontem, o presidente do PDT na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, descartou qualquer possibilidade de seu partido receber Geraldo Júnior também. “É impossível (Geraldo Júnior ir para o PDT). Não tem nenhuma conversa sobre isso. O PDT não é barriga de aluguel. Não tem chance. Só temos candidato a prefeito que é Leo Prates”, declarou.

Félix também tem rechaçado a hipótese de sua agremiação indicar o vice.  “Não tem conversa sobre ser vice”, frisou. “O PDT é o único partido que não quer ser vice. E todos colocam como o vice ideal. Se nós somos o vice ideal, também podemos ser a cabeça ideal”, acrescentou. Na Lavagem do Bonfim, o mandatário do Legislativo soteropolitano estabeleceu um prazo para definir o futuro político. “Em março, irei tomar minha decisão se sou candidato de novo a renovação do meu mandato, ao quarto mandato a vereador de Salvador, ou se vou compor a chapa com o vice-prefeito Bruno Reis”, relatou Geraldo Jr., que completou com uma declaração profética: “Uma coisa é certa: eu ainda vou governar a minha cidade”.

Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, no mês passado, Neto admitiu que a sua intenção é que o DEM e o PDT façam um “trabalho conjunto” na capital baiana. “O Democratas é hoje um partido que tem condições de conversar com várias correntes ideológicas do país. Eu diria que, da centro-esquerda até a direita, nós temos diálogo com diversos partidos. O PDT é um deles. Talvez, a gente consiga produzir alianças em algumas capitais. Estamos falando aqui da candidatura do meu atual vice-prefeito Bruno Reis em Salvador. O PDT está trabalhando o nome do meu secretário de Saúde, que é o deputado estadual Leo Prates. A ideia é que a gente possa tentar fazer um trabalho conjunto. Em São Luiz do Maranhão, Fortaleza, nós estamos dialogando. E pode se de estender para outras cidades”, declarou.

O prefeito fez questão de ressaltar ainda que um acordo agora entre o DEM e o PDT não é sinal de aliança para a eleição de 2022. “Isso não significa dizer que automaticamente haverá um alinhamento entre Democratas e o PDT para o futuro. Por enquanto, o que está em discussão é a eleição municipal”, frisou. Em 2018, parte do Democratas (entre eles, Leo Prates) queria apoiar o ex-ministro Ciro Gomes na corrida eleitoral, mas a legenda decidiu ficar ao lado de Geraldo Alckmin (PSDB).

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