Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (10), o prefeito de Salvador, ACM Neto, sinalizou que as aulas da Educação Infantil não devem voltar neste ano, por causa do coronavírus. Os protocolos da área só serão apresentados depois da ativação da fase 3, que ainda não tem previsão de autorização.

O prefeito reiterou que a volta das aulas não se encaixa em nenhuma fase de reabertura, porque depende de protocolos específicos. ACM Neto argumentou que as medidas para Educação Infantil, Fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino Universitário serão diferentes, por causa das faixas etárias.

“Todo pai e toda mãe tem a palavra final, sobre se vai mandar ou não seu filho para a escola, mas não será do pai ou da mãe a palavra final sobre reabrir. Nós já avançamos no desenho do protocolo para educação. É claro que quando voltar, não vai voltar tudo de uma vez só. É preciso a gente fazer as distinção entre as idades das crianças e dos jovens. Ter um protocolo seguro para um ambiente de crianças de 3, 4 anos de idade, é muito mais difícil de que jovens de 16 e 17 anos. As crianças ainda não tem maturidade para manter distanciamento, assegurar a higienização”, ponderou Neto. “

“No caso da educação infantil, faz sentido que as aulas não voltem esse ano”, disse o prefeito de Salvador.

Apesar de informar que não vai dar detalhes sobre os protocolos de reabertura das escolas antes da ativação da fase 3, o prefeito adiantou que levará em consideração o critério de idade dos alunos e que haverá alternância entre presencial e virtual.

“Quando voltarem [as aulas], vai ser natural que esse critério de idade dos alunos seja levado em consideração. Da mesma forma, não poderemos ter salas ocupadas do mesmo jeito que antes da pandemia, porque temos que ter o distanciamento. Muito provavelmente teremos a alternância de dias também. E, mesmo com a retomada, em um primeiro momento, será impossível imaginar que essa retomada seja de maneira plena do ponto de vista presencial. Termos que conciliar o presencial com aula virtual. Tudo isso está sendo pensado e desenhado.

“Vamos tratar de Educação quando tivermos que tratar de Educação. A analise principal vai se dar a partir de oferecimento de ambiente de segurança para os alunos”.

ACM Neto também falou sobre a reabertura das praias, que assim como a das escolas também não foi enquadrada em nenhuma das fases, por exigir um protocolo especial.

“O controle das praias é um baita desafio para a gente, primeiro porque Salvador tem uma faixa litorânea muito extensa. Eu desejaria muito liberar a prática de atividades esportivas nas praias, que é uma reivindicação de muitos, mas não temos como controlar lojas, shoppings, lojas, restaurantes, bares, academias, barbearias, salões de beleza, e tudo que está funcionando em Salvador, e ainda ter um controle sobre a extensão de praias da capital. São 64 km, se contarmos com as ilhas. É impossível agora”, disse.

“Como se controla a faixa de praia que vai da ponta de São Tomé de Paripe, no subúrbio ferroviário, até a ponta já no limite com Lauro de Freitas, com tanta coisa para fiscalizar?”, questionou o prefeito ACM Neto.

Compartilhar