Ex-detentor dos direitos da Fórmula 1, Bernie Ecclestone participou de um evento no qual foi perguntado pela emissora de TV americana CNN sobre o novo programa de diversidade “We Race as One” (“Nós Corremos como Um”, em português), criado pela direção que lhe sucedeu na categoria. O ex-dirigente, de 89 anos, disparou:

“Não acho que isso fará algo de bom ou ruim para a Fórmula 1. Isso fará as pessoas pensarem o que é mais importante. Acho que é o mesmo para todos. As pessoas devem pensar um pouco e pensar: “Bem, que diabos. Alguém não é o mesmo que os brancos, e os negros devem pensar o mesmo com os brancos. Em muitos casos, os negros são mais racistas do que os brancos.”

Apesar da declaração, Ecclestone elogiou a participação do hexacampeão Lewis Hamilton nos protestos antirracistas em Londres, na Inglaterra:

– Lewis é especial. Primeiro, ele é muito, muito, muito talentoso como piloto e agora parece ser extremamente talentoso quando está de pé e pode fazer discursos. Esta última campanha que ele está fazendo para os negros é maravilhosa. Ele está fazendo um ótimo trabalho e são pessoas assim – facilmente reconhecíveis – que as pessoas ouvem.

Lewis Hamilton em protesto em Londres Fórmula 1 — Foto: Daniel “Spinz” Forrest

Lewis Hamilton em protesto em Londres Fórmula 1 — Foto: Daniel “Spinz” Forrest

Após comprar a equipe Brabham, em 1971, Bernie Ecclestone ganhou força na Fórmula 1 como chefe da Associação das Equipes (Foca). Negociador implacável, passou a controlar os contratos comerciais das escuderias e, depois, da própria F1. Deixou o comando da categoria em 2017 após a venda da F1 para a Liberty Media, grupo americano.

Casado com a brasileira Fabiana Flosi, que está grávida, Ecclestone será pai de um menino. O ex-dirigente completará 90 anos no dia 28 de outubro.

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