Parte da calçada da Avenida Afrânio Peixoto, a Suburbana, continua interditada por conta de um deslizamento de terra que aconteceu na manhã desta quarta-feira (28)  em uma encosta na Terceira Travessa Real, no bairro de Plataforma.

Uma faixa de segurança de cerca de 10 metros foi colocada na calçada pela Defesa Civil (Codesal) para alertar os transeuntes sobre os perigos de novos deslizamentos. A área da encosta também permanece isolada.

De acordo com o órgão, talvez haja a necessidade da faixa de segurança se ampliar para parte da direita da pista, sentido Largo do Luso, como aconteceu no dia do desmoronamento de terra, quando parte da via foi interditada causando lentidão no trânsito.

Segundo Sothenes Macedo, diretor da Codesal, técnicos estão no local analisando o terreno. O pedido para a demolição de duas residências já foi solicitado e e o órgão aguarda agora a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) para a construção da contenção da área.

“As duas famílias já não estão mais nas casas. Inclusive elas já haviam sido solicitadas antes para deixar a área, só reforçamos esse pedido. Foram quatro famílias no total que precisavam deixar a região, mas apenas duas delas saíram”, disse o diretor.

Aluguel social
O encarregador de produção Antônio Albinio,  69, morou por 26 anos na área de risco. Ele conta que os deslizamentos sempre foram constantes sobretudo nos meses de maio, junho e julho, período com maior maior incidência de chuvas.

Há pelo menos dois anos o encarregador vive em uma casa no mesmo bairro alugada com ajuda do aluguel social cedido pela prefeitura. As outras duas famílias que ainda permaneciam no local também devem receber o auxílio municipal.

“Sai de lá mas continuava indo para passar o olho em minhas ferramentas, ia quase todos os dias. Sempre houve deslizamentos, mas, dessa vez, a quantidade de terra que caiu foi maior”, conta.

Causa
Segundo avaliação preliminar de técnicos da Codesal, o deslizamento da encosta “provavelmente” foi causado por um rompimento de tubulação da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

A empresa negou a informação e alegou que as redes de água e de esgoto que atendem os imóveis da Terceira Travessa Real passam no lado oposto ao local onde ocorreu o deslizamento de terra.

“Ocorre que alguns imóveis dessa travessa foram demolidos e um possível rompimento da rede interna desses imóveis pode ter contribuído para desestabilizar um terreno que já estava encharcado pelas chuvas que caem em Salvador”, afirmou a Embasa, através de nota. A empresa diz ainda que não recebeu solicitação de fechamento da ligação de água dos imóveis demolidos.

 

Compartilhar