De acordo com os próprios funcionários, ao menos 240 pessoas foram desligadas entre segunda (6) e sexta-feira (10) da semana passada. “Recebi essa demissão como uma bomba em minha vida”, desabafou Cleonice. Ela participou de um protesto contra as demissões na manhã desta segunda-feira (13), na Reitoria da instituição, no Canela.

Em dezembro do ano passado, a empresa Liderança chegou a dar aviso prévio a todos os funcionários que trabalham na Ufba. Isso porque o contrato de prestação de serviços entre a empresa e a universidade chegaria ao fim. No entanto, uma nova licitação foi feita e vencida pela mesma empresa Liderança. Esse contrato, de acordo com a Ufba, entrou em vigor na sexta-feira.

Desde o ano passado, a Ufba tem enfrentado dificuldades com terceirizados. Em 2019, a universidade enfrentou pelo menos duas paralisações de vigilantes devido à falta de pagamento, além de ter reduzido o contrato de limpeza e encerrado o funcionamento de três bibliotecas aos fins de semana.

Durante o ano, o Ministério da Educação (MEC) contingenciou parte do orçamento das instituições federais de ensino. Esse valor chegou a ser liberado em outubro, porém, na ocasião, a Ufba foi uma das instituições que informaram que continuaria com medidas de economia de gastos.

Na Escola de Nutrição, trabalham oito auxiliares de serviços gerais terceirizados. Com o corte, cinco teriam sido demitidos e outras duas novas pessoas teriam sido contratadas.

Em nota divulgada em seu site, a Ufba explicou que o contrato é regido por novos parâmetros de prestação do serviço, atendendo a alterações das normas de contratação previstas por uma Instrução Normativa (IN) de 2017. “Além da metragem das áreas a serem limpas, que já norteava a normativa do contrato anterior, a nova IN prevê, adicionalmente, diferenciação entre os tipos de uso e de piso de cada área atendida como critério para definição do cronograma de trabalho e dos quantitativos de mão-de-obra, equipamentos e insumos que a empresa contratada deverá fornecer”, diz a instituição.

A Ufba afirma, ainda, que “a Administração Central continuará envidando todos os esforços possíveis para assegurar condições dignas de trabalho aos profissionais terceirizados da limpeza. A execução contratual será fiscalizada, a fim de que não haja redução do quadro de trabalhadores desproporcional ao serviço contratado, sobrecarga de atividades ou injustiças de qualquer natureza”. A universidade não se pronunciou sobre as demissões.

Compartilhar